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| - “Predador sexual de crianças sueco está em Portugal. Autoridades portuguesas atentas à estadia em Portugal de um pedófilo condenado na Suécia. Circular interna da GNR circula nas redes sociais.” É este o título de um artigo largamente partilhado nas redes sociais, que deu conta da chegada de um pedófilo sueco a Faro no dia 18 de Setembro de 2019.
Na mesma publicação destaca-se que “as autoridades suecas alertam as polícias portuguesas para a estadia de um homem de 58 anos e de nacionalidade sueca recentemente libertado, após ter cumprido pena de prisão efetiva pela prática dos crimes de pornografia infantil e exploração sexual de menores na Suécia”.
Segundo as informações que constam na circular, o indivíduo sueco continuaria a praticar os mesmos crimes.
Mas será o documento verdadeiro?
Sim. Fonte oficial da GNR afirmou ao Polígrafo que “o documento em questão é verídico“. A mesma fonte afirma que “se encontra a decorrer um processo de averiguações interno”, no sentido de apurar responsabilidades sobre a fuga de informação de um documento interno da Guarda Nacional Republicana.
O aviso, que foi colocado a circular profusamente no Facebook, foi, de acordo com o jornal Observador, também divulgado por Mário Machado no site da Nova Ordem Social, uma página onde o conhecido militante de extrema-direita já divulgou a identidade de suspeitos de crimes. O próprio Machado admitiu ao Observador que o documento lhe chegou “por via de um militar da GNR”, amigo de um ativista da Nova Ordem Social
Resumindo: o documento é, portanto, verdadeiro, sendo que a GNR continua a averiguar a fuga de informação.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “verdadeiro” ou “maioritariamente verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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