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| - No dia 28 de março, uma página no Facebook divulgou um gráfico de origem desconhecida e que destaca, a amarelo, os países que “em 2021 tiveram o PIB inferior a 2019“. Apenas Portugal, Espanha, Grécia e Itália surgem coloridos a amarelo. Os restantes países da Europa são pintados a verde e é-lhes atribuído um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 que ultrapassou a marca registada em 2019, antes da pandemia de Covid-19.
O gráfico, originalmente publicado no Reddit, não especifica valores. Por esse motivo, o Polígrafo consultou os dados disponibilizados pelo Eurostat, serviço de estatística da União Europeia, e fez as contas. Afinal, quanto caiu o PIB em 202o? E quanto cresceu em 2021? Quais são as previsões para os próximos anos?
No geral, à exceção da Turquia e da Irlanda, todos os países europeus viram o seu PIB cair em 2020, primeiro ano sob os efeitos da pandemia de Covid-19. Com quedas mais ou menos significativas, o PIB contraiu-se em média 5,9% nos 27 países da União Europeia (UE), mas 2021 seria um ano de crescimento e recuperação. Ou pelo menos para a maior parte dos Estados-membros.
No conjunto do ano de 2021, em Portugal, o PIB registou um crescimento de 4,9% em volume, depois de ter caído 8,4% em 2020. Ainda assim, o país foi mesmo um dos poucos que ainda não conseguiu voltar aos níveis pré-pandemia, tendo ficado 1,44% abaixo do PIB registado em 2019, como revelam os dados do Eurostat.
Como Portugal, também a Espanha (-3,3%), a Itália (-0,9%) e a Grécia (-0,23%) ficaram aquém do esperado e, perante quedas significativas em 2020, não foram capazes de voltar no espaço de um ano aos números de 2019. Nota para o facto de que alguns dados são provisórios. Além de que o Liechtenstein não apresenta ainda os números de 2021.
No boletim “Contas Nacionais Trimestrais – Estimativa Rápida”do Instituto Nacional de Estatística (INE), referente ao quarto trimestre de 2021, informa-se que, em termos gerais, o PIB “registou uma variação homóloga de 5,8% no 4º trimestre de 2021 (4,4% no trimestre anterior)” e que “o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi positivo, contrariamente ao trimestre anterior, em consequência da aceleração em volume das Exportações de Bens e Serviços”.
“No conjunto do ano 2021, o PIB registou um crescimento de 4,9% em volume, o mais elevado desde 1990, após a diminuição histórica de 8,4% em 2020, refletindo os efeitos marcadamente adversos da pandemia Covid-19 na atividade económica. A procura interna apresentou um contributo positivo expressivo para a variação do PIB, após ter sido significativamente negativo em 2020, verificando-se uma recuperação do consumo privado e do Investimento. O contributo da procura externa líquida foi bastante menos negativo em 2021, tendo-se registado crescimentos significativos das importações e das exportações de bens e de serviços”, destacou o INE.
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Avaliação do Polígrafo:
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