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  • Assim que os testes de Covid-19 foram introduzidos no mercado, começaram a surgir muitas informações falsas sobre esta ferramenta sanitária. Ao longo dos meses, o Observador desmentiu vários, sempre com a mesma conclusão: falsos, porque não havia possibilidade de confirmar a segurança e validade da testagem. A 29 de dezembro do ano passado, em vésperas de Ano Novo, voltou a surgir um desses conteúdos. “Comprei três testes hoje de tarde na farmácia. Fiz testes à água, sumo de laranja e a um limão. Os dois primeiros deram negativo, mas acho que não fiz bem porque nunca tinha feito. O terceiro foi limão que deu positivo”, alega o autor. Trata-se, mais uma vez, de uma publicação falsa. Olhando para o vídeo em si, percebe-se que estamos diante, de facto, de três auto-testes feitos para despistar a presença do Sars-Cov-2. A marca em causa, Genrui, está devidamente autorizada para uso em Portugal, tal como informam as diretrizes o Infarmed, organismo que faz um controlo e vigilância deste tipo de produto durante a pandemia. Até aqui, tudo certo. Conversa diferente é o que o autor fez com os testes. Ao longo do vídeo diz que, primeiro, fez a testagem tanto em água como em sumo de laranja. Num deles, o resultado foi negativo – com a tira de controlo a surgir com essa indicação – e no outro o resultado foi inválido, ainda que o autor nunca o refira. “Não devo ter feito bem”, diz, ignorando a interpretação normal que se deve fazer caso só surja o traço no C, que serve para perceber se o teste foi feito corretamente. A forma certa de fazer um teste deste género vem sempre explicado nas instruções da embalagem ou pode ser consultada online em vários sites, como o do laboratório Dialab. Depois, naqueles quase dois minutos de vídeo, nunca se vê realmente o autor a realizar o teste, logo, não há forma de confirmar que o procedimento da marca foi corretamente seguido. Tal como dito no início, o Observador já realizou vários fact-checks sobre publicações como esta. Fact Check. Experiência com kiwi prova que testes à Covid-19 são falíveis? Por exemplo, a 28 de janeiro de 2021, surgiu um vídeo com um suposto teste antigénio a um kiwi. “Este teste não foi criado para testar kiwis ou outro tipo de alimentos. Foi criado para uma determinada amostra específica, neste caso, exsudado nasofaríngeo. O pH ácido do kiwi, por exemplo, poderia levar a que a tira desse positivo”, explicou, na altura, João Júlio Cerqueira, médico e autor da pagina Scimed, que desfaz mitos na área da ciência e pretende promover a literacia em saúde. O mesmo argumento aplica-se a um teste em que seja introduzido sumo de limão para controlo da presença do novo coronavírus — a indicação de positivo não significa, necessariamente, que aquela substância contenha o vírus porque a validade do teste foi comprometida. Ou seja, esta explicação está em linha com a resposta que o Infarmed deu ao Observador. “Um teste para rastreio ou diagnóstico de uma patologia ou condição clínica é concebido, fabricado e colocado no mercado tendo em consideração a sua finalidade. Desta forma, a amostra utilizada, a realização do teste e a interpretação dos resultados obtidos, deverão seguir escrupulosamente o indicado nas instruções de utilização que acompanham o dispositivo”, refere. Mais uma vez, no vídeo em questão, não é possível confirmar que todos os parâmetros foram seguidos. Conclusão Nos últimos dois anos de pandemia têm surgido vários vídeos nas redes sociais a colocar em causa os testes de Covid-19. Neste caso, mais uma vez, surgiu uma publicação que alegava que tinha sido obtido um resultado positivo num auto-teste, depois de ter sido testado um limão. Mais uma vez, não é possível perceber se o autor executou corretamente o auto-teste. É importante relembrar que estes testes são feitos para determinado tipo de amostras e, em caso algum, deve ser executado em alimentos. Assim, segundo a classificação do Observador, este conteúdo é: ERRADO No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é: FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos. Nota 1: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook. Nota 2: O Observador faz parte da Aliança CoronaVirusFacts / DatosCoronaVirus, um grupo que junta mais de 100 fact-checkers que combatem a desinformação relacionada com a pandemia da COVID-19. Leia mais sobre esta aliança aqui.
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