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| - “Racismo na Ucrânia: Vejam o comportamento de Zelensky durante a visita de Nancy Pelosi. Zelensky nunca devia ser autorizado a referir-se à União Africana. Ele recusou cumprimentar um homem negro, África também não gosta dele”, escreve indignado um internauta no Twitter, numa publicação de 9 de maio.
O tweet inclui um curto vídeo de 16 segundos, onde é possível ver a chegada da delegação liderada por Nancy Pelosi, numa visita surpresa a Kiev, que aconteceu a 30 de abril. A visita não foi anunciada e só no domingo, 1 de maio, as imagens foram divulgadas pelo Governo ucraniano.
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O excerto que está a ser partilhado no Twitter e no Facebook foi editado para omitir o momento em que Volodymyr Zelensky cumprimenta todos os elementos da delegação norte-americana.
Na gravação completa, publicada na conta oficial do presidente ucraniano no Twitter e também no site da CNN, vê-se a sequência: primeiro Zelensky dá as boas-vindas a Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que apresenta os restantes elementos da equipa norte-americana.
Depois, Pelosi aponta para trás de si onde está Gregory Meeks, líder da Comissão de Assuntos Externos da Câmara dos Representantes, mas Zelensky acaba por cumprimentar primeiro Jim McGovern, que preside ao Comité do Regimento da Câmara, que está mais à esquerda. Logo a seguir, da esquerda para a direita, o presidente ucraniano aperta a mão de Gregory Meeks, depois Jason Crow (congressista democrata do Colorado) e Adam Schiff (líder da Comissão dos Serviços Secretos da Câmara).
Na gravação original é possível ver todos os cumprimentos de mão entre os políticos e o plano que se segue mostra Zelensky e a delegação norte-americana a subir a escadaria da residência oficial, a Casa Gorodetsky, no centro de Kiev. No entanto, no excerto que tem sido partilhado nas redes sociais apenas se vê Zelensky a hesitar no cumprimento a Meeks e depois há um corte que mostra a entrada no edifício.
Em suma, o vídeo original foi editado e manipulado para dar a impressão que Zelensky teve um gesto de racismo e recusou cumprimentar Gregory Meeks, um político negro que fez parte da delegação dos EUA a Kiev.
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