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| - Publicações que circulam nas redes sociais (veja aqui) enganam ao afirmar que o papa Francisco concederia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a bênção benedictionem et innocentum, destinada a pessoas inocentes. Tal bendição não existe, segundo informou o Vatican News, órgão oficial de imprensa do Vaticano, que consultou pesquisadores e sacerdotes a pedido do Aos Fatos.
A falsa informação surgiu em posts nas redes na semana passada, logo após o petista anunciar a visita ao papa. O encontro aconteceu nesta quinta-feira (13). No Facebook, publicações com o conteúdo enganoso já acumulam ao menos 8.600 compartilhamentos e foram marcados com o selo FALSO na ferramenta de verificação disponibilizada pela rede social (entenda como funciona). A mesma publicação também foi enviada como sugestão de checagem por leitores no WhatsApp (inscreva-se aqui).
FAZ 800 ANOS QUE UM PAPA NÃO CONCEDE A benedictionem et innocentum. A benedictionem et innocentum será concedida pelo Papa Francisco ao ex Presidente Lula em encontro no Vaticano. A BÊNÇÃO benedictionem et innocentum é concedida apenas aos INOCENTES!
Não é verdade que o papa Francisco concederá ao ex-presidente Lula uma bênção papal que não é concedida há 800 anos e que abençoa apenas pessoas inocentes, a bennedictionem et innocentum. A bendição não existe, segundo informou ao Aos Fatos o Vatican News, órgão oficial de imprensa do Vaticano, que consultou sacerdotes e teólogos: "nenhum deles jamais ouviu falar de tal expressão".
Segundo a Esmolaria Apostólica do Vaticano, o papa pode dar bênçãos em batismo, primeira comunhão, confirmação, matrimônio, ordenação presbiterial, profissão religiosa, ordenação, aniversários de matrimônio e aniversários. É o que ocorreu, por exemplo, no ano passado, quando a Esmolaria concedeu uma bênção ao presidente Jair Bolsonaro.
Buscas feitas por Aos Fatos pelo nome da bênção bennedictionem et innocentum citadas nos posts também não trouxeram resultados.
O Papa Francisco recebeu Lula nesta quinta-feira (13) em um encontro privado que durou cerca de uma hora. O PT afirmou que entre os assuntos tratados estariam a luta contra a fome e as desigualdades. O encontro foi intermediado por Alberto Fernández, presidente da Argentina.
Referências:
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