Não é verdade que a operadora de telefonia Tim anunciou que deixará de fornecer seus serviços em comunidades do Rio de Janeiro devido à interferência do tráfico de drogas e das milícias. Em nota, a empresa desmentiu as alegações que circulam nas redes e afirmou que “segue operando normalmente em todas as regiões que já atende”.
O conteúdo enganoso foi enviado por leitores do Aos Fatos à Fátima, nossa robô checadora (fale com a Fátima). As peças desinformativas também acumulavam 2.000 compartilhamentos no X (ex-Twitter) e centenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta sexta-feira (7).
Exclusivo: TIM comunica oficialmente que não está conseguindo operar em diversas áreas do Rio e poderá colocar a venda estrutura de rede e/ou abandonar os serviços prestados.
Posts nas redes têm compartilhado um comunicado falso que alega que a Tim deixará de atuar em comunidades cariocas supostamente dominadas pelo tráfico e pelas milícias. Em nota, a empresa desmentiu a alegação e reforçou que “segue operando normalmente em todas as regiões que já atende”, como é possível observar no mapa de cobertura.
Apesar disso, é fato que facções e milícias têm aumentado o seu domínio no Rio de Janeiro, como é possível ver no histórico traçado pelo Mapa dos Grupos Armados, do Instituto Fogo Cruzado. As organizações criminosas também têm expandido sua atuação para explorar serviços nas comunidades, como o fornecimento de internet.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, têm sido frequentes nas redes peças de desinformação que usam imagens descontextualizadas ou informações enganosas para alegar que houve um aumento na criminalidade no Brasil.
Neste ano, Aos Fatos desmentiu publicações que usavam um vídeo gravado em um país de língua árabe em 2020 como se fosse um registro de uma apreensão de US$ 1 trilhão em uma comunidade carioca.
O caminho da apuração
Aos Fatos acionou a Tim para verificar a veracidade das alegações. Também usamos notícias publicadas na imprensa e checagens anteriores para contextualizar a verificação.