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  • Um vídeo com imagens do suposto passaporte digital brasileiro da mulher de André Ventura – Dina Nunes Ventura – foi difundido esta semana numa página no Twitter (entretanto apagada). Diferentes mensagens, conforme os utilizadores daquela rede social que avocava, acompanhavam a divulgação, com este denominador comum: a mulher de André Ventura, ao contrário do que é público, teria nacionalidade brasileira (ou dupla nacionalidade, portuguesa e brasileira). Partindo dessa premissa, várias especulações foram sendo construídas: “Porque é que o Ventura omitiu a nacionalidade da mulher?”; Seria uma agente do Brasil na política portuguesa?”; “Será porque ela é a ligação do Chega com a direita internacional? Brasil-Itália, seria ela uma agente estrangeira na política portuguesa?”; entre outros exemplos. A filmagem, efetuada por telemóvel ao que aparenta ser a página oficial de registos (em sessão restrita aos respetivos funcionários), foca a indicação do tipo de documento (“passaporte digital”), a identificação do seu portador (“Dina Marques Nunes”), a referência à dupla nacionalidade (“cidadã luso-brasileira”), a informação do Estado que emite o documento (“República Federativa do Brasil”) e faz ainda a comparação – recorrendo a montagens – entre a fotografia do passaporte e outras da mulher de André Ventura em diferentes atos públicos, para provar que se trata da mesma pessoa. O documento é autêntico? Dina Nunes Ventura, a mulher de André Ventura, é luso-brasileira? O Polígrafo contactou o gabinete do deputado e líder do partido Chega que garantiu que tal alegação é falsa. Na realidade, Dina Nunes Ventura (tem o apelido do marido desde que casaram, em 2016) é cidadã portuguesa, não tendo a dupla nacionalidade indicada. A assessora do deputado apontou para um elemento que comprova a não veracidade do documento, o seu carácter forjado: a data de nascimento inscrita (2 de fevereiro) é falsa, a mulher de André Ventura nasceu a 19 de março. A mesma fonte disse ainda ao Polígrafo que a fotografia é verdadeira mas foi manipulada de forma a ser justaposta no formato do passaporte digital. Uma observação mais atenta à webpage filmada permite ainda encontrar outras incongruências: – o nome da mulher de André Ventura não é o inscrito no passaporte; em 2012 (data da emissão do pretenso passaporte), solteira, ainda sem o apelido Ventura, era Dina Sofia Marques Nunes (conforme este comprovativo) e não apenas Dina Marques Nunes; as regras impostas pela legislação não permitem a omissão de qualquer nome neste ou noutro tipo de documentos de identificação, como se percebe pelas instruções que o Governo brasileiro (através da Polícia Federal) fornece nesta página com instruções de preenchimento dos dados para o passaporte; – no texto anterior à reprodução do passaporte é indicado que a vigência do mesmo é 2022, quando no próprio documento está inscrito que é válido até 2017; – o passaporte tem indicação de emissão de 2012 e validade de 2022; ora, tal é impossível, porque só a partir de 2015 é que este tipo de documento, no Brasil, passou a ter validade de 10 anos; – o título e o texto que antecedem a reprodução do passaporte apresentam também algumas contradições gráficas, pouco críveis numa página oficial; enquanto no título encontramos “Passaporte digital” (primeiro termo iniciado com maiúscula e segundo com minúscula), no texto que lhe sucede já se pode ler “passaporte Digital” (ordem das maiúsculas trocada, colocando o título do documento em minúscula, o que é inverosímil); o mesmo sucede com as indicações “Luso-Brasileira” e “Luso-brasileira” e com a utilização excessiva de hífens no título. Em suma, é falso o passaporte digital apresentando como sendo da mulher de André Ventura, Dina Nunes Ventura. É igualmente falso que a fisioterapeuta e também militante do Chega seja luso-brasileira. __________________________________ Avaliação do Polígrafo:
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