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| - “Dizer simplesmente, nós temos linhas que não ultrapassamos, há pessoas com quem nós não conversamos, há partidos que nós ignoramos e, com o devido respeito, eu posso dizer sempre e o Chega pode dizer sempre, podem conversar à vontade, mas de que interessa conversar se não tiverem a maioria para fazer um Governo. As sondagens são muito claras no que temos hoje, não há uma sondagem publicada que não coloque o Chega ou em terceiro ou em quarto lugar“, afirmou ontem André Ventura, ao intervir no segundo e último dia da convenção do MEL que se realizou em Lisboa.
“E isso significa duas coisas: que Rui Rio não tem conseguido fazer o seu papel de oposição; e que não haverá possibilidade nenhuma de Governos à direita sem o Chega“, sublinhou.
Confirma-se que não há uma sondagem que não coloque o Chega em terceiro ou quarto lugar nas intenções de voto?
De facto, o Chega tem vindo a subir nas sondagens para níveis muito superiores ao resultado obtido – 1,29% dos votos – nas eleições legislativas de 2019. No geral, a partir de março de 2020 começou a ultrapassar a CDU nas intenções de voto e desde então que tem disputado o terceiro lugar com o BE, com várias alternâncias ao longo dos meses.
Contudo, há pelo menos uma excepção e até bastante recente. Numa sondagem do ICS/ISCTE para o jornal “Expresso” e a SIC, publicada no dia 22 de abril de 2021 (e cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 5 e 13 de abril de 2021), o Chega quedou-se na quinta posição, atrás de PS, PSD, BE e CDU.
De acordo com essa sondagem (pode consultar aqui o registo na ERC), o PS liderava as intenções de voto com 37%, seguindo-se o PSD com 29%, o BE com 9%, a CDU com 7%, o Chega com 6% e o PAN com 2%.
Em suma, não é verdade que “não uma sondagem publicada que não coloque o Chega ou em terceiro ou em quarto lugar” nas intenções de voto em eleições legislativas. Na sondagem do ICS/ISCTE de abril de 2021, o Chega não foi além do quinto lugar.
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Avaliação do Polígrafo:
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