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| - “Radares de trânsito caçam 11.803 aceleras numa semana“, salienta-se no título de um artigo partilhado no Facebook. Datado de 24 de novembro, o artigo foi publicado num site que difunde informações sobre trânsito, com enfoque nos motoristas de veículos pesados.
“Os radares da PSP, GNR e rede SINCRO (fixos) caçaram 11.803 condutores em excesso de velocidade, de acordo com dados divulgados ontem relativos à operação ‘Viajar Sem Pressa'”, lê-se no texto.
Esta informação tem fundamento? Respondendo à solicitação de leitores, o Polígrafo verifica.
De facto, a referida operação “Viajar Sem Pressa” é uma campanha de segurança rodoviária promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), em conjunto com a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Decorreu entre os dias 14 e 21 de novembro, com o objetivo de alertar os condutores para os riscos da condução em excesso de velocidade, dado que esta é uma das principais causas de sinistralidade (acidentes nas estradas).
Segundo o balanço da campanha “Viajar Sem Pressa” (pode consultar aqui) foram fiscalizados em controlo de velocidade por radar, no total, 2.463.271 veículos, 89,1% dos quais pelo SINCRO – Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, da responsabilidade da ANSR.
“Dos veículos fiscalizados, 11.803 circulavam com excesso de velocidade, dos quais 5.397 foram detetados pelos radares das Forças de Segurança e 6.406 pelos da ANSR”, especifica-se no relatório.
Informa-se ainda que no decorrer da campanha foram sensibilizados 319 condutores e passageiros para o facto de o excesso de velocidade representar a principal causa de um terço dos acidentes de viação mortais. Nesse âmbito, as autoridades sublinham:
- “Quanto mais rápido conduzimos, menos tempo dispomos para imobilizar o veículo, quando algo de inesperado acontece.”
- “Numa viagem de 10 quilómetros, viajar a 45 km/h ou a 50 km/h permite ganhar apenas um minuto e 20 segundos.”
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Avaliação do Polígrafo:
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