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| - “Presunto é o que não falta! Carne humana encontrada em fábricas de carnes da McDonald’s nos EUA. Inspetores encontraram carne humana e carne de cavalo no congelador da fábrica de carne de um McDonald’s de Oklahoma City”, destaca-se num dos posts que contam esta história, em várias línguas, com detalhes que se perdem (ou deturpam) nas traduções.
“Carne humana também foi detida em vários camiões que estavam a caminho de entrega para os restaurantes da empresa de fast food. De acordo com vários relatos, as autoridades têm inspecionado fábricas e restaurantes em todo o país e acabaram encontrando a carne humana em 90% dos locais. Carne de cavalo foi encontrada em 65% das investigações”, acrescenta-se.
Neste caso, o autor do post indica uma hiperligação para a suposta fonte da informação, um blog com origem no Brasil e dedicado a “assuntos ligados à espiritualidade universalista, transcendental e consciente para a nova era de aquário”.
Na realidade, porém, a história é antiga e tem origem no “Huzlers“, um site norte-americano que produz conteúdos humorísticos e/ou satíricos. Mas tem sido partilhada, desde há largos anos, como se fosse uma “notícia” verdadeira, apesar de ter sido completamente inventada. Aliás, plataformas de fact-checking como o “Snopes” ou o “PolitiFact” já assinalaram que a suposta “notícia” é falsa, em 2014 e 2017 respetivamente.
“Múltiplos sites reproduziram o mesmo artigo sem fazer referência à fonte ou à sua origem satírica/humorística, deixando muitos leitores a considerar o artigo como se fosse uma peça jornalística real“, alertou o “Snopes” em 2014.
Mais recentemente, em junho de 2021, também a Reuters chegou à mesma conclusão: esta história sobre carne humana e de cavalo encontrada em fábricas, restaurantes e camiões da McDonald’s não tem qualquer fundamento.
Tantos anos depois, esta fake news continua a ser partilhada nas redes sociais. Publicamos assim mais um aviso sobre a evidente falsidade da mesma, não se deixe enganar.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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