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| - “O #Spotify vai retirar da sua plataforma de música todas as canções que fazem apologia do #narco.” ou “O Spotify está a remover as canções sobre narcotráfico da sua plataforma, és a favor ou contra?”. São exemplos da teoria que circula nas redes sociais de páginas mexicanas desde meados de dezembro. Segundo várias publicações, a plataforma sueca de música Spotify estaria a retirar da plataforma as canções que versam sobre narcotráfico.
Alguns dos posts citam mesmo um alegado comunicado da empresa. “Tomámos a decisão de retirar da nossa plataforma canções que glorificam ou promovem atividades relacionadas com o narcotráfico, os cartéis e a violência”, citam alguns utilizadores no Facebook.
Só que a informação é falsa. “O comunicado de imprensa que circula atribuído ao Spotify México não foi emitido pelo Spotify”, disse um porta-voz da empresa à agência Reuters.
A zona de imprensa do site do Spotify México, onde são divulgados todos os comunicados do género, também não contempla qualquer informação sobre esta matéria.
Já nas regras da plataforma, “vender drogas ilegais” está sinalizado como um “conteúdo perigoso”, mas não há uma menção clara a “narcotráfico” ou a “cartéis”. E mesmo o conteúdo está indicado como “a evitar” e não expressamente proibido.
Além disso, o Observador fez uma pesquisa e, a 28 de janeiro de 2024, continuavam disponíveis na plataforma canções que mencionam cartéis ou narcotraficantes na letra. Por exemplo, a canção “El Rey Del Narcotrafico”, do rapper de Porto Rico, Ñengo Flow.
Conclusão
É falso que o Spotify tenha emitido um comunicado sobre retirar canções que “promovam” o narcotráfico. Não há qualquer prova desse facto, a empresa nega ter feito o comunicado e as canções continuam disponíveis na plataforma.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.
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