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  • “Catarina Furtado queixou-se relativamente ao seu baixo ordenado de apenas 500 euros por dia”, indica-se numa suposta notícia publicada na página “Vamos Lá Portugal”. No texto, publicado em outubro de 2018, garante-se que a apresentadora da RTP junta “cerca de 15 mil euros por mês” e “180 mil por ano”, além dos contratos de publicidade e presenças em eventos. “É apenas mais uma celebridade que se queixa com aquilo que ganha em um dia que para muitos portugueses significa o trabalho de um mês inteiro de trabalho”, lê-se na publicação que está a circular nas redes sociais e, além de Catarina Furtado, refere-se também a outros apresentadores da RTP, nomeadamente Fernando Mendes, José Carlos Malato, Jorge Gabriel e Tânia Ribas de Oliveira, entre outros. Por outro lado, a publicação em causa critica a utilização da contribuição para o audiovisual – uma taxa cobrada através dos fornecedores de eletricidade e que se destina a financiar a estação pública Rádio e Televisão de Portugal (RTP) – para pagar os “salários milionários” dos apresentadores: “A verdade é que só existe crise para os pobres que pagam todos os meses na fatura da EDP os impostos que vão diretos para a RTP, a maioria nem sequer liga a televisão nesse canal, mas mesmo assim tem de pagar”. “Supostamente a RTP está falida, supostamente o Estado está falido, mas na verdade só está falido quem trabalha todos os dias para ganhar um ordenado que apenas paga as coisas mais simples e mais básicas da vida”, pode ainda ler-se. Contactada pelo Polígrafo, Catarina Furtado negou ter proferido tal afirmação e classificou-a como “ridícula”. “Parece-me tão óbvio. É uma frase que eu jamais poderia ter dito”, garantiu a apresentadora que é também fundadora e presidente da Corações com Coroa, uma associação sem fins lucrativos e Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) nascida em 2012, “a partir de vontades com disponibilidade e entrega, para promover uma cultura de solidariedade, igualdade de oportunidades e inclusão sócio-afectiva de pessoas em situações de vulnerabilidade, risco ou pobreza”. “O meu trabalho social é a minha grande missão e é o que ocupa grande parte do meu coração”, sublinhou Catarina Furtado. “Ao longo destes 29 anos de carreira – mas muito mais recentemente, porque as fake news têm agora uma força muito maior -, a minha postura é não comentar e não desmentir as informações incorretas. Porque de alguma forma isso dá uma segunda vida às informações e há mais pessoas que as vão partilhar. E isso a mim não me interessa”, ressalvou a apresentadora que já por várias vezes viu o seu nome associado a informações falsas. “Aquelas notícias que eu percebo, juntamente com a minha advogada, que têm caminho para irem até tribunal, eu vou em silêncio e em silêncio fico”, afirmou, recordando um caso (atualmente em tribunal) em que foi a utilizada a sua imagem para vender um creme anti-rugas. “O mais grave é que as pessoas são enganadas, gastam o seu dinheiro, e à custa da minha credibilidade”, lamentou. A publicação em causa apresenta também uma lista com os salários auferidos por vários apresentadores da RTP, mas não indica qualquer fonte ou base de sustentação factual para os valores apresentados. De acordo com um artigo do jornal “Correio da Manhã”, datado de 2 de fevereiro de 2015, “a RTP reduziu o salário dos seus apresentadores em 22% desde o início de 2013”. Nesse artigo surge uma lista de apresentadores que “aceitaram reduzir de forma significativa a sua remuneração”. Mediante essa redução de salários, a RTP terá poupado cerca de 334 mil euros por ano. Além da página “Vamos Lá Portugal”, as falsas declarações de Catarina Furtado foram difundidas através de outras páginas e publicações. Sempre com a mesma finalidade: criticar os salários dos apresentadores da RTP. E a mesma forma de o fazer: reproduzindo desinformação. *** Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam naquela rede social. Na escala de avaliação do Facebook este conteúdo é: Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos. Na escala de avaliação do Polígrafo este conteúdo é:
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