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| - A publicação é de 2017 mas voltou a ser partilhada por centenas de pessoas nos últimos dias. Trata-se de uma tabela com vários exemplos de “vencimentos para a vida“, desde logo o “ordenado mínimo” (salário mínimo nacional) de 557 euros (valor desatualizado) “para governar a vida”.
Seguem-se o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) que aufere 900 euros “para arriscar a vida”, o bombeiro que aufere 960 euros “para salvar vidas”, o professor que aufere 1.030 euros “para preparar para a vida”, o enfermeiro que aufere 1.100 euros “para ajudar a manter a vida” e o médico que aufere 2.260 euros “para manter a vida”.
No final, o maior contraste estabelece-se com o deputado que supostamente ganha 8.700 euros de salário mensal “para nos lixar a vida“.
Os valores referentes às cinco profissões não são verificáveis com rigor, na medida em que dependem do tempo de carreira, especialidade e outras variáveis.
Quanto aos deputados à Assembleia da República, as remunerações são mais estáveis e generalizadas, pelo que limitamos esta análise ao último valor indicado na tabela: 8.700 euros de salário mensal.
Consultando o Estatuto Remuneratório atualizado, para os anos de 2020 e 2021, verificamos que um deputado sem regime de exclusividade aufere um vencimento mensal ilíquido de 3.635,28 euros.
Ou seja, menos de metade do valor indicado na tabela.
Acresce um suplemento de despesas de representação que eleva a remuneração total ilíquida até ao valor de 4.017,94 euros.
Mesmo tendo em conta outros suplementos (ajudas de custo, subsídio de deslocações em trabalho político, etc.), o facto é que as remunerações brutas globais dos deputados não chegam, de todo, ao valor de 8.700 euros.
Há apenas uma excepção: o Presidente da Assembleia da República tem direito a uma remuneração total ilíquida de 8.265,48 euros, em grande parte devido ao suplemento de despesas de representação no valor de 2.449,03 euros.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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