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| - Vídeo de 'corpo' mexendo é de protesto na Áustria, não da guerra na Ucrânia
É falso que um vídeo mostre supostos mortos na guerra entre Rússia e Ucrânia se mexendo durante uma reportagem de TV, como dizem posts que circulam nas redes sociais e no WhatsApp. As imagens são de um protesto realizado na Áustria no começo de fevereiro, antes do início do conflito.
O vídeo com a alegação falsa usa imagens de uma reportagem da emissora austríaca OE24 sobre uma manifestação para cobrar do governo local a aplicação de metas de redução de emissão de gases estufa. Os participantes se fingiram de mortos, cobertos por sacos pretos, justamente para criticar as possíveis consequências dos danos ao meio ambiente. A reportagem foi publicada em 4 de fevereiro de 2022 no canal do YouTube da OE24 e no site da emissora. Veja o vídeo original abaixo, em alemão:
Traduzida para o português, a legenda do vídeo do canal austríaco diz: "Viena: manifestação contra política climática".
Na versão que circula nas redes, o vídeo tem uma narração em inglês que fala de números de mortos na Ucrânia, assim como uma legenda em inglês alusiva a mortes no conflito no país europeu que esconde a legenda original, em alemão. No entanto, como já mostramos, não há qualquer relação entre as imagens e a guerra.
No Brasil, a alegação falsa também foi checada pelo Fato ou Fake, do G1. Segundo levantamento feito pela IFCN, rede internacional de checadores de fatos da qual o UOL Confere faz parte, este mesmo conteúdo já foi desmentido em países como Síria, Espanha, Grécia, Índia, Sérvia, Eslováquia, Bangladesh, Itália, Geórgia, Gana, Bulgária, China e Turquia. Você pode ver checagens sobre a guerra na Ucrânia feitas ao redor do mundo no site Ukraine Facts.
As imagens da manifestação da Áustria também já haviam sido usadas de forma deturpada em outro caso de desinformação que ocorreu dentro e fora do Brasil. No começo de fevereiro, o vídeo foi divulgado nas redes como se mostrasse uma tentativa de forjar mortes causadas pela covid-19 — ou seja, insinuando que a pandemia não teria sido tão fatal. Só no Brasil, a doença matou mais de 650 mil pessoas em quase dois anos. O Projeto Comprova, do qual o UOL faz parte, publicou uma checagem sobre o assunto (leia aqui).
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