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| - “Estes são dos piores valores na União Europeia”, comenta o partido liderado por Inês Sousa Real, numa sequência de tweets em que se propõe, no âmbito de um “pacote de medidas de habitação”, a disponibilização de “crédito bonificado à habitação para jovens”, com o objetivo declarado de os ajudar a comprar casa.
“Em Portugal, os jovens portugueses deixam a casa dos pais, em média, aos 29 anos e mais de 40% dos jovens com idade entre os 25 e os 34 anos continuam a viver em casa dos pais. Os jovens querem sair de casa mas não lhes são dadas condições para isso. Por isso, propomos que seja criado um regime de crédito bonificado à habitação para jovens, para que lhes seja mais fácil comprar casa”, destaca-se nos tweets publicados no dia 23 de fevereiro, na página oficial do PAN.
Porém, e de acordo com os últimos dados do Eurostat, serviço de estatística da União Europeia, Portugal lidera a tabela (quase a par da Croácia) dos 27 Estados-membros em que os jovens saem mais tarde de casa dos pais. Em média, com base em estimativas referentes ao ano de 2021.
Em Portugal, a média total ascende a 33,6 anos (34,4 para o sexo masculino e 32,7 para o sexo feminino), ao passo que na Croácia regista-se uma média total de 33,3 anos (34,9 para o sexo masculino e 31,8 para o sexo feminino).
Ou seja, idades muito superiores à média total dos 27 países da União Europeia que, em 2021, não foi além de 26,5 anos (27,4 para o sexo masculino e 25,5 para o sexo feminino).
No extremo oposto da tabela sobressai a Suécia, onde os jovens saem de casa dos pais aos 19 anos, precisamente, em média. Outros países escandinavos como a Dinamarca (média de 21,3 anos) e a Finlândia (média de 21,5 anos).
Com uma média superior a 30 anos de idade, além de Portugal e Croácia, apenas a Eslováquia, a Grécia e a Bulgária.
Os números indicados pelo PAN foram registados em 2019 e reportam a 2017, ano em que os jovens portugueses deixavam a casa dos pais em média aos 29 anos.
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Avaliação do Polígrafo:
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