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  • É uma publicação que se tornou viral nas redes sociais e culpa os refugiados e os imigrantes pelo reaparecimento de doenças contagiosas que supostamente já estariam totalmente erradicadas nos EUA. “Seis doenças erradicadas: tuberculose, sarampo, tosse convulsa, papeira, escarlatina e peste bubónica estão a regressar graças aos refugiados e imigrantes ilegais“, destaca-se na publicação que já ultrapassou as 35 mil partilhas no Facebook. Esta acusação não é nova e o próprio Donald Trump, presidente dos EUA, já a veiculou publicamente, em várias ocasiões. Desde logo na campanha para as eleições presidenciais dos EUA, em 2016, quando o então candidato disse que os imigrantes mexicanos eram responsáveis por “trazerem tremendas doenças infecciosas” quando “atravessam a fronteira” e que o Governo do México “empurrava” os seus cidadãos para os EUA. Esta imagem publicada recentemente no Facebook contém várias informações falsas. Primeira: as seis doenças mencionadas – tuberculose, sarampo, tosse convulsa, papeira, escarlatina e peste bubónica – não foram erradicadas. Uma doença só é considerada erradicada quando é reduzida a zero portadores no mundo inteiro. Quando não existem casos de uma doença numa determinada região diz-se que foi eliminada, o que não quer dizer que não possa voltar a surgir. Na lista das potencialmente erradicáveis estão o sarampo e a papeira. As únicas duas doenças contagiosas consideradas erradicadas são a varíola e a peste bovina. Nos EUA, porém, o sarampo foi declarado como eliminado no ano de 2000 e ainda existem casos das restantes doenças mencionada na publicação, como explica a TruthOrFiction, plataforma de fact-checking norte-americana. A segunda parte falsa da mensagem é o alegado “retorno” das referidas doenças contagiosas. Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, não existe nenhuma evidência de que a tuberculose, o sarampo, a tosse convulsa, a papeira, a escarlatina ou a peste bubónica estejam a ressurgir em força. Desta lista, recentemente, apenas o sarampo registou um ligeiro aumento do número de casos. Por exemplo, em 2014, um missionário Amish, residente no Ohio, foi infetado pelo vírus do sarampo quando estava em missão nas Filipinas, causando um surto entre a comunidade – que recusa ser vacinada – quando regressou aos EUA. Ao todo, nesse ano, foram registados 644 casos nos EUA. O que nos leva à terceira falsidade: não existe qualquer relação comprovada entre a imigração e a propagação de doenças infecciosas. Em declarações à plataforma PolitiFact, Artur Caplan, diretor da divisão de Ética Médica do Centro de Medicina Langone, da Universidade de Nova Iorque, garantiu que “não existe nenhuma prova” da relação entre os migrantes e propagação das doenças. “Nenhum estudo ou questionário mostra isso. Não houve nenhum surto ou aumento de doenças causado por imigrantes“, afirmou Caplan. A culpabilização dos migrantes pelo aumento dos casos de saúde não é uma novidade. Segundo um estudo apresentado em dezembro de 2018 na revista científica The Lancet, “não existe uma associação sistemática entre os migrantes e a importação de doenças infecciosas“. No entanto, esta ideia falsa continua a ser difundida nas redes sociais, através de múltiplas publicações. “A única doença que surgiu entre as minorias sem documentos provenientes da América Central durante uma busca a 2104 imigrantes foi a sarna”, escreveu, por sua vez, Bara Vaida, uma jornalista especialista em doenças infecciosas, na página da Associação de Jornalistas de Saúde. De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, as principais razões para a propagação de sarampo em 2019 foram os turistas e as campanhas anti-vacinas. Entre os 17 surtos registados no ano de 2018, os maiores casos surgiram em comunidades de judeus ortodoxos não vacinados. “Estes surtos estão relacionados com viajantes que trouxeram sarampo ao voltarem de Israel, onde está a ocorrer um grande surto”, destaca-se. Tal como aconteceu com o missionário Amish em 2014. Ao recusarem a vacinação, o número de pessoas vulneráveis ao vírus aumenta, o que torna mais provável que ocorra um surto. No entanto, nem todas as doenças mencionadas na publicação têm uma vacina disponível, como é o caso da escarlatina. Em Portugal, no ano de 2017, foram registados 34 casos de sarampo, o maior número desde o ano 2000, pode ler-se no relatório “Retrato de Saúde“, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Saúde. No que toca à tuberculose, segundo dados da Pordata, existiram, em 2016, 1.836 novos casos e retratamentos. Portugal recebeu, em 2017, 416.682 imigrantes. O Brasil é o país de onde chegam mais imigrantes a Portugal, seguido de Cabo Verde e da Ucrânia. Avaliação do Polígrafo:
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