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| - “Calma, não se escandalize, são só 87 salários mínimos. Viva o socialismo ricalhaço”, acrescenta-se na mensagem da publicação em causa, a qual acumula centenas de partilhas no Facebook.
Confirma-se que o presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, aufere um salário mensal de 46 mil euros?
A remuneração de Paulo Macedo na CGD suscitou controvérsia na esfera política, quando foi nomeado para o cargo de presidente da Comissão Executiva do banco público, no final de 2016.
“O Governo ofereceu a Paulo Macedo a mesma remuneração que António Domingues negociou para a CGD, valor que replicou o seu salário como administrador do BPI e que agora fica como máximo na CGD. A confirmação deste valor surge apesar de BE e PCP terem defendido que o Executivo deveria aproveitar a troca na administração da CGD para baixar o salário previsto para o cargo. Mas António Costa optou por manter o salário de 432 mil euros anuais de remuneração fixa, um valor confirmado por Mário Centeno ainda em outubro, e que deixa o presidente do maior banco português no lugar de bronze dos banqueiros”, informou o jornal “Diário de Notícias”, a 3 de dezembro de 2016.
Consultando o mais recente Relatório & Contas anual da CGD, referente ao ano de 2019, verificamos que o valor auferido por Paulo Macedo não está muito distante do valor inicial em 2016.
Em 2019, o presidente da Comissão Executiva da CGD obteve uma remuneração fixa mensal (distribuída por 14 meses) no valor de 30.214,29 euros, perfazendo uma remuneração fixa anual de 423.000,06 euros.
Ao que acresce uma remuneração variável anual de 61.652,26 euros. Somando as remunerações fixa e variável, chegamos ao valor global de 484.652,32 euros. Dividido por 14 meses, na forma de salário mensal (alinhado com a mensagem da publicação sob análise), apura-se o valor exato de 34.618,02 euros.
Muito distante, portanto, dos 46 mil euros evocados na publicação que classificamos como falsa.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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