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| - “Hoje, 20 anos depois de me ter apaixonado por estas janelas, elas devolvem-me a vista mais aterradora que já vi: 4 contentores frigoríficos para guardar cadáveres porque a morgue está cheia. Sempre se morreu por aqui, não fosse isto um hospital, mas a nossa morgue sempre chegou para os nossos mortos e agora não chega mais. Nenhum curso nos prepara (psicologicamente) para uma coisa destas”, lê-se na publicação, datada de 24 de janeiro.
O Hospital de Egas Moniz, em Lisboa, está mesmo a utilizar contentores frigoríficos para guardar mortos?
Ao Polígrafo, fonte oficial do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E., que integra o Hospital de Egas Moniz, o Hospital de São Francisco Xavier e o Hospital de Santa Cruz, confirma que esta unidade de saúde recorreu a quatro contentores frigoríficos para serem usados como morgue.
Ainda que não tenha sido revelada a data de instalação dos mesmos, explica-se que foram instalados primeiro dois contentores, sendo acrescentados mais dois posteriormente.
O Hospital de Egas Moniz é o maior dos três que compõem o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. Segundo os dados avançados pela referida fonte, “foram ocupadas, até ao dia de hoje [1 de fevereiro], 144 camas de enfermaria e mais 19 camas de cuidados intensivos” com doentes Covid-19.
O recurso a outros meios de preservação de corpos, que não as morgues, tem levantado dúvidas junto dos leitores do Polígrafo. Recentemente, uma outra verificação de factos avaliou como verdadeira uma publicação na qual se garantia que o Hospital de Caldas da Rainha está a utilizar um camião frigorífico para guardar cadáveres. Pode ler a análise aqui.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Verdadeiro” ou “Maioritariamente Verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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