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  • O alerta tem sido feito nas redes sociais: “Inacreditável, o coro gay de São Francisco diz que vai converter os nossos filhos. Este vídeo é inacreditável, estão a querer destruir a família e os valores bíblicos”, pode ler-se numa das publicações em causa, partilhada a 11 de julho no Facebook. Associado a alguns dos posts que fazem a denúncia, surge um vídeo publicado no YouTube onde um interlocutor explica que em causa está uma música lançada pelo coro gay de São Francisco, nos Estados Unidos, com o título “Nós vamos conquistar os vossos filhos”. Ao longo do vídeo que disseca o sentido da canção, o homem explica que a letra da música diz “vocês, que sempre acharam que nós somos uma ameaça (…), têm razão. Desta vez, queremos conquistar os vossos filhos, nós queremos convertê-los, e eles vão ver que o nosso lado não é assim tão mau. Subtilmente, pouco a pouco, nós queremos converter os vossos filhos”. O autor do vídeo faz ainda uma apreciação sobre o teor da criação musical: “É uma música que traz palavras de indução, palavras que destroem a verdade bíblica“. Por fim, o vídeo apresenta trechos da música no centro da polémica onde, de facto, há um verso que refere “nós vamos converter os vossos filhos”. Será que o coro gay de São Francisco criou uma música com o objetivo de converter crianças e jovens à homossexualidade? A resposta é não, tal como também dá conta o site brasileiro de verificação de factos Boatos.org. Aliás, para comprovar que a denúncia não passa de um boato política e ideologicamente enviesado, basta ouvir, na íntegra, a música em causa, publicada no canal de YouTube do coro gay de São Francisco. O Polígrafo verificou que a atuação do coro foi publicada a propósito do mês do orgulho gay, que se celebra em junho. Nesse sentido, os autores da canção quiseram passar uma mensagem e pegam, de forma satírica, na ideia homofóbica de que as pessoas homossexuais querem converter crianças àquela orientação sexual. Os cantores referem na letra que, desta vez, vão mesmo convertê-las mas à tolerância e à justiça, não à homossexualidade. Para chegar a essa conclusão, basta ler a letra da música que é um apelo à tolerância e ao fim do preconceito: “Vamos converter os vossos filhos. Acontece pouco a pouco, silenciosa e subtilmente. E vocês mal vão dar conta. Podem mantê-los longe da discoteca, alertar sobre São Francisco (cidade com uma forte comunidade LGBTI), usar calças clássicas, não queremos saber. Vamos converter os vossos filhos. Vamos torná-los tolerantes e justos.” No entanto, as publicações que atacam a criação artística mostram o vídeo editado, ocultando partes do original, de forma a que pareça que o grupo garante que vai converter crianças à homossexualidade. Os ataques ao grupo artístico tomaram proporções tão inesperadas, que os seus mentores tiveram de pronunciar-se nas redes sociais. O grupo alega que a informação falsa propagou-se pela mão de “meios de comunicação da direita conservadora”, que “tiraram a letra de contexto para sustentar uma narrativa que encaixa nas suas necessidades de intolerância e de ódio”. O coro garante ainda que mantém o orgulho naquilo que é e naquilo que canta, mas lamenta que vários dos seus membros tenham recebido ameaças devido à publicação da música. Em conclusão, é falso que o coro gay de São Francisco tenha criado uma música com a intenção de converter crianças à homossexualidade. Na letra da canção, o grupo usou, de facto, em tom de brincadeira, a expressão “converter os vossos filhos”, mas deixa claro que a conversão em causa é à justiça e à tolerância, e não à homossexualidade. __________________________________________ Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é: Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos. Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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