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| - “Cavaco Silva, um bufo PIDE que mandou prender o seu próprio primo. Não lhe custou nada afundar a pátria, trair o povo, afundar três bancos, criar miséria, roubar os reformados e pôr em causa as reformas dos trabalhadores do ativo”, denuncia-se em mensagem sobre uma imagem da suposta ficha de inscrição do visado na Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), durante o período do Estado Novo.
Verdade ou falsidade?
Desde meados de 2010, pelo menos, que circula nas redes sociais, blogs e correntes de e-mails uma série de imagens com a ficha de inscrição de Aníbal Cavaco Silva na PIDE, em 1967. O documento é autêntico, Cavaco Silva preencheu mesmo aquela ficha em dezembro de 1967, com o objetivo de ser autorizado a consultar documentos classificados na Comissão Coordenadora da Investigação para a NATO. Aliás, não era propriamente uma ficha de inscrição, mas um “formulário pessoal pormenorizado”, algo corrente à época neste tipo de pedidos de autorização.
Para não ser impedido de aceder aos documentos classificados, na 12ª pergunta do formulário, sobre a “sua posição e atividades políticas”, Cavaco Silva respondeu da seguinte forma: “Integrado no atual regime político. Não exerço qualquer atividade política”. É esta resposta em particular que motiva as interpretações erróneas sobre o documento em causa.
Nas milhares de partilhas das imagens, a mensagem central é a de que Cavaco Silva se inscreveu na PIDE como “informador”, dedicando-se assim a denunciar opositores do regime do Estado Novo. Isso é falso. O próprio Cavaco Silva já explicou que terá “feito o que era exigido pelo regime a todos aqueles que queriam trabalhar”.
Avaliação do Polígrafo:
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