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  • Uma imagem alusiva à eutanásia tem sido partilhada nos últimos dias por utilizadores portugueses do Facebook e procura induzir a ideia de que profissionais de saúde e familiares podem praticar a eutanásia em pessoas idosas, contra a vontade destas. O conteúdo está errado em face dos diplomas sobre eutanásia recentemente propostos na Assembleia da República. Trata-se de um meme em que duas figuras representam uma enfermeira e um idoso acamado, acompanhados de duas frases: “Queria tanto viver! Por favor não me eutanise!” (em rigor, deveria ser “eutanasie”) e “lamento mas os seus filhos já assinaram os papéis porque precisam da herança para comprarem um carro novo ao seu neto e o estado socialista precisa poupar na sua reforma pois você já não dá lucro!”. Não se sabe a quem pertence a autoria do meme, mas sabe-se que a fotografia original consta de um banco de imagens na internet, o ShutterStock, tendo sido produzida pela empresa britânica de fotografia Monkey Business Image. A fotografia original intitula-se “Nurse Sitting By Male Patient’s Bed In Hospital” (“enfermeira junto de um doente numa cama de hospital”) e procura transmitir uma mensagem de serenidade. No meme em análise, a serenidade das personagens contrasta com as frases inscritas, as quais remetem para a impotência de um idoso perante a suposta crueldade de decisões políticas, médicas e familiares que vão contra a sua vontade. “A eutanásia é a morte a pedido. Uma pessoa que pede a alguém que a ajude a morrer, na prática pede a alguém que mate”, explicou Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, num artigo publicado pelo Observador em 2018, quando a Assembleia da República votou, e rejeitou, projetos do PS, Bloco de Esquerda, PAN e Os Verdes. “O suicídio assistido é quando um profissional de saúde, ou não, ajuda outra pessoa a cometer suicídio, através da disponibilização ou prescrição de um produto ou medicação”, acrescentou o bastonário, notando que a morte assistida “abarca os conceitos de eutanásia e suicídio assistido”. Os diplomas que serão votados nesta quinta-feira pelos deputados portugueses, tal como os de 2018, têm diferenças entre si mas não autorizam de forma alguma que familiares ou o Estado decidam pela pessoa em casos de eutanásia ou de suicídio assistido. São cinco as propostas — PS, Bloco, PAN, Verdes e Iniciativa Liberal. Todas impõem a mediação de um profissional de saúde e utilizam formulações que salvaguardam a autonomia do doente na decisão de pôr termo à vida ou ao sofrimento de que padece: “Pedido consciente e reiterado de uma pessoa doente”, “vontade atual, livre, séria e esclarecida”, doentes “capazes de entender o sentido e o alcance do pedido”, “conscientes no momento da sua formulação”, “antecipação da morte por decisão da própria pessoa, maior, em situação de sofrimento extremo”. O meme inclui ainda uma referência a “estado socialista”, em provável alusão ao atual Governo apoiado por uma maioria PS na Assembleia da República. Como figura de estilo, a referência poderá estar correta. No entanto, ao contrário do que sucedeu em 2008, quando as propostas sobre morte assistida tiveram origem apenas nos partidos da esquerda, desta vez também o recém-eleito deputado único do Iniciativa Liberal, de centro-direita, apresentou um diploma sobre o tema, pelo que se revela errado associar a defesa da eutanásia a uma só parte do espectro político. Conclusão A morte assistida, nos termos atualmente propostos no Parlamento, só pode ser pedida pelo próprio, a quem cabe expressar livremente a sua vontade, não tendo qualquer base factual a alegação constante de um “meme” partilhado no Facebook, segundo o qual os filhos de pessoas idosas poderiam, por interesse, forçar esse pedido. Quem assina os papéis não são familiares, como sustenta o “meme”, mas apenas o doente. Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é: Errado De acordo com o sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é: FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos. Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook.
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