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| - “Portugal socialista. Eurostat: Com a segunda mais elevada média de idade da União Europeia (47 anos) e fomos quem mais envelheceu nesta última década”, realça-se num post de 22 de fevereiro no Facebook.
Nesse mesmo dia, precisamente, o Eurostat (gabinete de estatística da União Europeia) divulgou novos dados sobre a evolução demográfica dos 27 Estados-membros, destacando que “metade da população da União Europeia tinha mais de 44,4 anos de idade em 2022”.
De acordo com os dados do Eurostat, no dia 1 de janeiro de 2022, a idade mediana da população da União Europeia atingiu 44,4 anos, mais 0,3 anos do que em 2021. Aumentou 2,5 anos (a uma média anual de 0,25 anos) desde 2012, quando estava ao nível de 41,9 anos.
“Isto significa que metade da população da União Europeia tinha mais de 44,4 anos de idade, ao passo que a outra metade tinha menos”, salienta o Eurostat.
Ou seja, trata-se da idade mediana, não de uma “média de idade” como se refere – equivocadamente – no post em causa.
A idade mediana mais baixa registou-se no Chipre (38,3 anos), na Irlanda (38,8 anos) e no Luxemburgo (39,7 anos), enquanto a mais alta registou-se na Itália (48 anos), em Portugal (46,8 anos) e na Grécia (46,1 anos). No total, 18 países estavam abaixo da idade mediana.
Entre 2012 e 2022, este indicador aumentou em todos os Estados-membros da União Europeia, com exceção da Suécia em que diminuiu (de 40,8 anos em 2012 para 40,7 anos em 2022). Em cinco países da União Europeia, a idade mediana da população aumentou em quatro anos ou mais.
O país em que se registou um maior aumento nesse período de tempo (2012-2022) foi Portugal (mais 4,7 anos), seguido por Espanha (mais 4,3 anos), Grécia (mais 4,1 anos), Eslováquia (mais 4,1 anos) e Itália (mais 4 anos).
Por outro lado, entre os anos de 2021 e 2022, a idade mediana aumentou em 24 países da União Europeia. Só diminuiu na Alemanha (menos 0,1 anos) e permaneceu ao mesmo nível na Áustria e Países Baixos. O maior aumento da idade mediana nesse período de tempo (2021-2022) verificou-se nas populações da Grécia (mais 0,6 anos) e da República Checa (mais 0,5 anos).
No mesmo destaque, o Eurostat revelou também novos dados sobre o “rácio de dependência da população idosa na União Europeia”, baseado no número de pessoas idosas (com 65 ou mais anos de idade) em comparação com o número de pessoas em idade ativa (entre 15 e 64 anos).
Esse rácio de dependência fixou-se em 33% no ano de 2022, mais 0,5 pontos percentuais do que em 2021. Manteve-se assim a tendência de crescimento de um indicador que desde 2012, quando estava em 27,1%, já aumentou em 5,9 pontos percentuais.
Os rácios mais elevados foram verificados na Itália (37,5%), Finlândia (37,4%) e Portugal (37,2%), enquanto os mais baixos registaram-se no Luxemburgo (21,3%), Irlanda (23,1%) e Chipre (24,5%).
Entre 2012 e 2022, os maiores aumentos neste rácio observaram-se na Finlândia (mais 9,7 pontos percentuais), Polónia (mais 9,6 pontos percentuais) e República Checa (mais 9,2 pontos percentuais).
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Avaliação do Polígrafo:
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