About: http://data.cimple.eu/claim-review/dce7917cec2fd66dcf647f1abc43c826060c40f3fc585191db1d00fb     Goto   Sponge   NotDistinct   Permalink

An Entity of Type : schema:ClaimReview, within Data Space : data.cimple.eu associated with source document(s)

AttributesValues
rdf:type
http://data.cimple...lizedReviewRating
schema:url
schema:text
  • Estão a circular na rede social Facebook várias publicações que alegam que uma bebida caseira, feita com babosa (ou aloe vera), mel e cachaça cura o cancro metastizado. “Uma babosa ou 400 mg +meio litro de mel puro+ uma colher de cachaça. Eu [tinha] cancro [com] metástase, hoje curada”, alegam vários utilizadores, acrescentando que esta é “a cura para muitas doenças e nenhum médico irá falar sobre isso”. Mas será que esta receita pode gerar algum benefício no tratamentos das doenças oncológicas? Ao Observador, a coordenadora da Unidade de Nutrição e Dietética do IPO Lisboa, Eugénia Santos Silva, explica que “não existe evidência científica da eficácia de combinações caseiras na prevenção ou tratamento do cancro em qualquer fase da doença”. O consumo de álcool é, aliás, um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de cancro, lembra Eugénia Santos Silva, bem como o consumo de tabaco, as infeções virais, “a exposição excessiva à radiação solar ou a agentes químicos ou fatores hormonais e influência genética”. Segundo o site do SNS, o tratamento do cancro pode ser local (através de cirurgia, radioterapia ou radiologia de intervenção) ou sistémico (onde se incluem opções terapêuticas como quimioterapia, hormonoterapia, imunoterapia e as terapêuticas dirigidas ou personalizadas), não havendo qualquer referências às chamadas terapias alternativas. Estas terapias — onde se incluem a acupuntura, a medicina natural ou a homeopatia — são, de resto, alvo de crítica por parte da Ordem dos Médicos há vários anos. Em 2019, a entidade (à época liderada por Miguel Guimarães) pediu mesmo ao governo para retirar o item das terapêuticas não convencionais da Lei de Bases da Saúde que fora aprovada nesse ano. “A adoção de um estilo de vida saudável e ativo, uma alimentação saudável, manter um peso adequado, não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter uma rotina de horas de sono adequadas são comportamentos que podem diminuir o risco de vários tipos de cancro”, detalha a responsável, sublinhando que o diagnóstico precoce é “o fator que contribui para o sucesso terapêutico e para a remissão prolongada da doença”. Conclusão Não existe qualquer evidência de que uma bebida caseira, feita com aloe vera, mel e cachaça, seja benéfica no tratamento do cancro. Aliás, o consumo de álcool é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro. Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é: ERRADO No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é: FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos. NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.
schema:mentions
schema:reviewRating
schema:author
schema:datePublished
schema:inLanguage
  • Portuguese
schema:itemReviewed
Faceted Search & Find service v1.16.115 as of Oct 09 2023


Alternative Linked Data Documents: ODE     Content Formats:   [cxml] [csv]     RDF   [text] [turtle] [ld+json] [rdf+json] [rdf+xml]     ODATA   [atom+xml] [odata+json]     Microdata   [microdata+json] [html]    About   
This material is Open Knowledge   W3C Semantic Web Technology [RDF Data] Valid XHTML + RDFa
OpenLink Virtuoso version 07.20.3238 as of Jul 16 2024, on Linux (x86_64-pc-linux-musl), Single-Server Edition (126 GB total memory, 5 GB memory in use)
Data on this page belongs to its respective rights holders.
Virtuoso Faceted Browser Copyright © 2009-2025 OpenLink Software