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  • A origem do novo coronavírus tem sido um dos principais alvos das teorias da conspiração que são partilhadas nas redes sociais. A principal alegação é que o SARS-CoV-2, o vírus responsável pela pandemia de Covid-19, foi criado pelo homem, em laboratório, para atuar como arma química dizimando populações. E há uma nova publicação, colocada a circular em Espanha, onde se afirma precisamente isso. “Neste post, dou-vos as informações e as fontes da origem do Covid-19, que existe desde 2003, uma patente internacional legal que prova que foi criada por pessoas com conhecimento de armas químicas”, pode ler-se na publicação. “O documento em questão contém 300 páginas, uma vez que é todo o trabalho científico realizado e ainda tem sua vacina no Instituto Pasteur de França. É um ato de assassinato em massa com a intenção de matar milhões de pessoas.” No decorrer do texto é também alegado que o vírus foi “criado com a intenção de unir” diferentes tipos de coronavírus, que “o vírus que espalharam com drones em Wuhan era outro e não o coronavírus que temos ouvido” e que “usaram outros vírus mortais como experiências assim mesmo unidas à rede 5G”. Além do texto escrito em espanhol, estas informações foram também difundidas sob o formato de vídeo em francês – publicações que foram, entretanto, eliminadas. No entanto, trata-se de um conjunto de informações falsas. Apesar de existir uma patente do Instituto Pasteur para o código genético de uma estirpe do SARS-CoV – que, de facto, data de 2004 – há duas premissas erradas: primeiro, isso não quer dizer que o vírus tenha sido criado em laboratório e, segundo, a patente em questão não diz respeito ao vírus que está a causar a pandemia de Covid-19. Comecemos pela existência da patente. A patente EP 1 694 829 B1, que vem referenciada na publicação, é real e, como confirmou à AFP Oliver Schwartz, diretor da unidade de vírus e imunologia do Instituto Pasteur, diz respeito ao código genético de uma estirpe do vírus SARS-CoV (o coronavírus que causa o Síndrome Respiratório Agudo Grave) que entre 2002 e 2003 matou mais de 700 pessoas. “Nós não patenteamos um vírus, mas a codificação genética de um vírus”, disse o diretor. “Não existe um coronavírus único, existem pelo menos sete, portanto o conteúdo dessa sequência corresponde à epidemia de 2003; é um primo do vírus que centraliza a epidemia atual”, explicou ainda, acrescentando que “existe 80% de semelhança na sequência genética com o vírus de 2003, mas não é a mesma coisa”. O Comité Internacional da Taxonomia de Vírus (ICTV, na sigla inglesa) denominou o novo coronavírus como “síndrome respiratório agudo grave coronavírus 2” que, na sigla inglesa, representa SARS-CoV-2. “Este nome foi escolhido porque o vírus é geneticamente relacionado com o coronavírus responsável pelo surto de SARS de 2003”, explica a Organização Mundial de Saúde (OMS). Não houve qualquer alteração genética ao código do vírus feita pelo Instituto Pasteur com o objetivo de matar uma parte da população. A existência de uma patente não quer dizer que o vírus tenha sido criado em laboratório, mas pode significar que uma equipa daquele instituto descobriu uma determinada estirpe e está a trabalhar com esse código genético para encontrar uma vacina. O Instituto Pasteur já reagiu às acusações de que foi alvo e, num comunicado citado pela AFP, explica que, “naquela época, as equipas do Instituto Pasteur mobilizaram-se, propondo inúmeras estratégias de vacinas, incluindo uma possível vacina à base da do sarampo (a vacina contra o sarampo pode ser recombinada e usada como veículo para induzir uma resposta imune contra outros patógenos, como o SARS-Cov”. “O conhecimento adquirido em 2003 contra o SARS-CoV e a possível vacina patenteada em 2004 estão atualmente sendo aplicadas por cientistas que trabalham num projeto potencial de vacina contra o SARS-CoV-2, usando a vacina contra o sarampo”, pode ainda ler-se. A origem do SARS-CoV-2 tem sido alvo de várias teorias da conspiração que circulam nas redes sociais. No entanto, um estudo desenvolvido pelo Instituto Scripps Research afirma que “a análise dos dados públicos da sequência do genoma do SARS-CoV-2 e vírus relacionados não encontrou evidência de que o vírus foi criado em laboratório ou projetado de outra forma”. Avaliação do Polígrafo:
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