schema:text
| - De acordo com o post de 26 de dezembro, o PS vai ser o “maior gastador” na campanha para as eleições legislativas de janeiro de 2022, com um orçamento previsto de 2,45 milhões de euros. A partir desse suposto facto questiona-se: “Até quando vai permitir isto? Vai continuar a permitir este despesismo excessivo ou inútil de dinheiro, sobretudo por parte do Estado (o dinheiro de todos nós)?”
“Quando temos famílias a viver em extrema pobreza, reformas miseráveis, numa interminável lista de necessidades no nosso país, os socialistas de António Costa resolvem gastar o dinheiro público em proveito próprio! Deviam ter vergonha”, acrescenta-se.
No que concerne à principal alegação, é verdadeira ou falsa?
De facto, no dia 22 de dezembro, os “orçamentos da campanha eleitoral entregues pelos partidos políticos e coligações eleitorais candidatos à eleição para a Assembleia da República” ficaram disponíveis para consulta na página da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP).
A ECFP é um órgão independente que funciona junto do Tribunal Constitucional e tem como atribuição a apreciação e fiscalização das contas dos partidos políticos e das campanhas eleitorais para Presidente da República, para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu, para as Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas e para as autarquias locais.
Foram entregues os orçamentos de 14 partidos e quatro coligações. Ao analisar os números inscritos nos 14 documentos confirma-se que o PS é o partido que prevê gastar mais na campanha para as eleições legislativas do próximo mês.
No orçamento do PS estima-se um total de 2,45 milhões de euros em despesas, valor similar ao das receitas que se repartem entre a subvenção estatal (2,35 milhões de euros) e a angariação de fundos ou donativos (100 mil euros). As despesas previstas incluem: “concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado”; “propaganda, comunicação impressa e digital”; “estruturas, cartazes e telas”; “comícios e espetáculos”; “brindes e outras ofertas”; “custos administrativos e operacionais”; “outras”.
Entre os que vão gastar mais na campanha eleitoral segue-se o PSD com um orçamento de 1,95 milhões de euros. Além desta verba, o PSD integra também uma coligação nos Açores (com o CDS-PP e o PPM) e outra na Madeira (com o CDS-PP) que prevêem, respetivamente, orçamentos de 45 mil euros e 60 mil euros.
Por sua vez, a CDU estima gastar 695 mil euros, o BE aponta para 610 mil euros, o Chega declara 500 mil euros, o IL projeta 385 mil euros, o CDS-PP não vai além de 350 mil euros (metade do que tinha orçamentado em 2019) e o PAN indica 228 mil euros.
Em conclusão, é verdade que o PS vai ser o “maior gastador” na campanha eleitoral com um orçamento de 2,45 milhões de euros. Um valor que quase equivale à soma de todas as despesas previstas por CDU, BE, Chega, IL e CDS-PP. Também é ligeiramente superior (em cerca de 44 mil euros) ao que foi orçamentado pelo mesmo PS nas eleições legislativas de 2019.
___________________________________
Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Verdadeiro” ou “Maioritariamente Verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
|