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| - “A fundação ‘Make-A-Wish’ recusa-se a conceder quaisquer desejo a todas as crianças que não estejam vacinadas. Como é que podemos permitir que este tipo de crueldade continue?”, questiona-se, em língua inglesa, numa publicação no Facebook, datada de 28 de junho.
A informação que surge no post já foi verificado pelo jornal norte-americano de fact-checking Politifact que concluiu tratar-se de uma falsidade.
Na verdade, a organização que se dedica a realizar desejos de crianças com doenças graves apenas anunciou uma política de vacinação de familiares e crianças que se aplica a certos desejos e não todos, nomeadamente aos que incluem viagens de avião e eventos com aglomerados de pessoas.
A descontextualização da informação começou a circular a partir de um vídeo em que Richard Davis, CEO da “Make-A-Wish”, apresentava a nova política de candidaturas e atribuição de desejos durante a situação pandémica.
[twitter url=”https://twitter.com/BobbyBillsTV/status/1408832787570909192″/]
No vídeo, o CEO refere explicitamente que a política de vacinação apenas é aplicada aos familiares e crianças que participem em atividades que impliquem viagens de avião e a presença em grandes ajuntamentos. Sendo este um tipo de desejo que, desde março de 2020, tinha ficado em suspenso devido às medidas de contenção da pandemia de Covid-19.
No dia 28 de junho, a organização decidiu deixar um esclarecimento oficial no seu site em que garante: “A ‘Make-A-Wish’ nunca recusou, não está a recusar, nem vai recusar no futuro desejos a crianças não vacinadas.” 19″Nós respeitamos a liberdade de escolha de cada um. Compreendemos que existem várias famílias cujas crianças ainda não são elegíveis para a vacinação e que existem também famílias que estão a escolher não vacinar-se”, afirma a organização.
Assim, refere que existem “muitas outras opções de desejos” para conceder às crianças que não preencham as condições necessárias para realizar viagens aéreas ou permanecer em grandes eventos. A “Make-A-Wish” sugere a realização de viagens de carro até parques nacionais, férias dentro do país, adoção de animais de estimação e a entrega de computadores e de remodelações de quartos.
A decisão da organização de continuar, para já, a restringir os desejos que envolvam deslocações aéreas e aglomerações a famílias não vacinadas foi tomada com base nos conselhos de pediatras e outros profissionais de saúde, bem como das indicações de várias organizações de saúde pública.
Na nota de alerta para esclarecer o equívoco criado, a “Make-A-Wish” indica ainda que desde o início da pandemia garantiu, em segurança, a realização de 6500 desejos a crianças e às suas famílias, independentemente do seu estatuto de vacinação.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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