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| - “Sabias que… 1) O estômago fica com medo quando não tomas o pequeno-almoço? 2) Os rins têm medo quando não bebes 10 copos de água em 24 horas? 3) A vesícula biliar tem medo quando não dormes às 23h e não acordas ao nascer do Sol? 4) Os intestinos delgados ficam assustados quando comes comida fria e atrasada? 5) O cólon fica assustado quando ingeres comida frita e picante? 6) Os pulmões se deterioram quando respiras fumaça e o ar ambiental poluído? 7) O fígado fica em estado de choque com comida frita pesada? 8) O coração fica com medo quando comes comida com muito sal e colesterol? 9) O pâncreas tem medo quando consomes alimentos com muito açúcar? 10) Os olhos adoecem quando se trabalha com um ecrã do telemóvel ou do computador no escuro? 11) O cérebro fica assustado quando tens pensamentos negativos?”
Assim se destaca numa publicação que está a ser partilhada viralmente no Facebook, desde há anos. No final, sublinha-se:
“Cuida dos teus órgãos e não os assustes! Todos estes órgãos não estão disponíveis no mercado! Os existentes são raros, extremamente caros e muito provavelmente não te servem… Então mantém os teus órgãos saudáveis!”
Esta publicação foi enviada ao Polígrafo com pedido de verificação de factos em torno da alegação sobre a vesícula biliar.
Contactado pelo Polígrafo, Guilherme Macedo, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), indica que “há um fundamento fisiológico, mas isso é uma caricatura que não deve ser levada à letra e há um risco sempre que, em assuntos de saúde, as pessoas levam tudo à letra”.
“Esse conceito está muito ligado à medicina tradicional chinesa, ou seja, fora do que é o convencional e cientificamente demonstrado. (…) O conceito que está aí é que um órgão – neste caso a vesícula – tem um funcionamento diferente durante o dia e durante a noite e que, portanto, regulando esse comportamento, de alguma forma, isso possa provocar doença. Primeiro, não está provado que desregular as horas desse órgão provoca algum tipo de sofrimento adicional, não está provado, clinicamente não existe”, sublinha Macedo.
“Não está provado que a mudança de ritmo de trabalho, por exemplo pessoas que trabalham durante a noite ao contrário de pessoas que trabalham durante o dia, que a vesícula dessas pessoas funcione pior”, conclui.
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Avaliação do Polígrafo:
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