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  • “Sobremesa de maçã testa positivo para a Covid-19. Todos estão contaminados”, descreve-se na legenda de um dos muitos vídeos idênticos que têm sido propagados nas redes sociais. O autor do vídeo conduz uma experiência em que submete a compota de maçã a um teste rápido de Covid-19. O resultado dá positivo. Verificação de factos. De acordo com uma circular de 27 de maio da Direção-Geral da Saúde (DGS), os testes de diagnóstico do novo coronavírus que estão atualmente disponíveis dividem-se em duas categorias relativamente aos componentes biológicos detetados: “1. Componentes do vírus: a) Os testes de biologia molecular (RT-PCR) que detetam o RNA do vírus; b) Os testes de antigénio que detetam proteínas, tais como proteínas da superfície do vírus; 2. Anticorpos anti-SARS-CoV-2: a) Os testes serológicos que detetam anticorpos (IgA, IgM e/ou IgG) produzidos pelo organismo como resposta à infeção pelo SARS-CoV-2.” Os testes moleculares e de antigénio são realizados com amostras do trato respiratório superior e/ou inferior. Já os testes serológicos utilizam soro, sangue total ou plasma. O teste que está a ser utilizado no vídeo é um teste serológico, mais precisamente o “MEDsan SARS-CoV-2 Antigen Rapid Test” como se verifica facilmente pelo logótipo exibido no vídeo. As instruções de utilização do teste em questão, do fabricante MEDSan, indicam que o kit só é adequado para “secreções nasofaríngea e/ou orofaríngea em seres humanos” e que “não se destina a ser utilizado para outros fluídos corporais e amostras”. A plataforma de verificação de factos AFP Checamos contactou Kai Markus Xiong, porta-voz da MEDSan que, embora não duvide da autenticidade do vídeo, explica que é impossível saber “se a pessoa que aparece no vídeo está infetada com o coronavírus e se o exame foi armazenado corretamente”, sublinhando que “a descontaminação adequada e profissional não é possível”, tendo em conta que a pessoa está a realizar o teste numa superfície de pano. A pedido da AFP, dois funcionários da MEDSan (com teste negativo para a Covid-19) submeteram ao mesmo teste várias substâncias, como desinfetantes à base de álcool, geleia de morango, limpador de vidros, maçãs e sumo de maçã. Obtiveram dois positivos para o desinfetante e um positivo fraco para a geleia. À AFP, o fabricante indica que estes resultados não contradizem a fiabilidade dos kits, uma vez que não é suposto os testes serem utilizados em geleias mas sim em seres-humanos. “O teste deve ser considerado como uma ferramenta para ser utilizada por profissionais treinados”, esclarece Xiong. É também obrigação dos profissionais certificarem-se que estão reunidas as condições para que o resultado não seja enviesado. “Também não estará de boca cheia se fizer um teste destes”, remata. “O teste deve ser considerado como uma ferramenta para ser utilizada por profissionais treinados”, esclarece Xiong. É também obrigação dos profissionais certificarem-se que estão reunidas as condições para que o resultado não seja enviesado. “Também não estará de boca cheia se fizer um teste destes”, remata. Anette Beck-Sickinger, professora de bioquímica da Universidade de Leipzig, na Alemanha, citada pela AFP, declarou que estes testes, tal como qualquer outro processo bioquímico, “só pode funcionar se for realizado sob as condições corretas“. Para se realizar um teste de antigénios em condições adequadas a amostra deve ser mergulhada numa solução tampão – uma mistura aquosa que é capaz de resistir a mudanças de pH – que vem incluída nos kits dos testes, assim como o frasco e a zaragatoa. No entanto, Beck-Sickinger sublinha que esta solução “não é capaz de neutralizar grandes quantidades de ácido (como as de uma maçã ou uma manga)”. Em suma, os testes antigénios podem fornecer resultados enviesados se não forem realizados em condições adequadas e se não respeitarem as instruções do fabricante. O vídeo em causa é exemplo disso, pelo que não põe em causa a eficácia dos testes para a Covid-19. O Polígrafo verificou recentemente um vídeo semelhante, no qual um deputado austríaco quis provar a ineficácia destes testes com uma porção de Coca-Cola. Pode ler aqui. __________________________________________ Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é: Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos. Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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