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| - Na mesma semana em que Donald Trump e Giorgia Meloni se incompatibilizaram publicamente, depois de a primeira-ministra italiana ter defendido o Papa Leão XIV — que por sua vez tinha sido atacado pelo Presidente dos Estados Unidos graças a declarações sobre a guerra contra o Irão — eis que surgiram nas redes sociais publicações a escavar ainda mais o fosso entre Donald Trump e aquela que era, até à data, uma das suas principais aliadas na Europa.
De acordo com os posts, Meloni teria acusado Washington de ser a única das potências nucleares a alguma vez ter feito uso desse poder, numa menção ao lançamento da bomba nuclear em Hiroshima e Nagasaki — e avisado Donald Trump de que, por isso mesmo, “devia medir as suas palavras”.
Em algumas publicações, para além do texto, que dá conta das alegadas palavras da primeira-ministra italiana, há ainda um vídeo a acompanhar. No excerto, que dura pouco mais de 30 segundos e onde se esperaria que se ouvissem tais declarações, Meloni surge somente a dizer que considera “inaceitáveis” as palavras de Donald Trump sobre o Papa e a exprimir a sua solidariedade para com Leão XIV. “Francamente, não me sentiria confortável numa sociedade onde líderes religiosos fazem tudo o que líderes políticos mandam”, acrescentou ainda.
Estas palavras de Giorgia Meloni foram amplamente noticiadas a partir do momento em que foram proferidas. Já quanto às palavras que a italiana teria dito logo a seguir, de acordo com estas publicações, não foram transpostas para quaisquer notícias dignas desse nome.
Conclusão
Não há, em qualquer jornal de referência — italiano ou de qualquer outra parte do mundo —, notícia de que Giorgia Meloni tenha efetivamente avisado Donald Trump para ter cuidado com o que diz, nem que tenha recordado o Presidente americano dos telhados de vidro de Washington, no que ao emprego de armas nucleares diz respeito.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.
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