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  • “O nosso futuro é o CO2lonialismo” e “mais lucro, menos pessoas” foram algumas das frases que puderam ser encontradas em cartazes espalhados por Lisboa na manhã de dia 1 de abril. Os slogans, falsos, eram atribuídos à empresa portuguesa Galp, numa campanha promovida a nível internacional “Clean Gas is A Dirty Lie”, que ocorreu no dia das mentiras em dez países europeus. A iniciativa, em Lisboa, pretendeu denunciar o papel da empresa em Cabo Delgado e o encerramento da Refinaria de Matosinhos, que implicou o despedimento de centenas de pessoas. Verificação de factos. Em nota enviada ao Polígrafo, a Galp afirma ter sido “alvo de uma ação maliciosa” no dia 1 de abril, “que usa indevidamente a marca e o bom nome da empresa, e aproveita a trágica situação que se vive em Moçambique para difundir notícias falsas e procurar denegrir a imagem da empresa em cartazes”. A Galp assegura que “estão a ser adotadas as medidas adequadas para reagir a esta situação“. No mesmo dia foi posto a circular um comunicado de imprensa falso sobre a participação da Galp na exploração de gás em Cabo Delgado, no qual se informava que a empresa iria vender a sua participação nos projetos de exploração de gás “devido ao clima de instabilidade, violência terrorista e corrupção em Moçambique”. A informação foi remetida a partir de um endereço legítimo, o que levou à sua reprodução por vários órgãos de comunicação social. A empresa rapidamente desmentiu: “A Galp desmente categoricamente as notícias publicadas sobre a sua alegada saída do projeto de gás natural em Moçambique, que tiveram por base um comunicado falso enviado às redações, ao qual a Galp é alheia”. O coletivo ativista pela justiça climática, Climáximo, mostrou-se solidário com a “publicidade falsa em Lisboa, que denuncia papel da Galp no conflito em Cabo Delgado e fecho da Refinaria de Matosinhos”, mas negou ao Polígrafo ter sido o autor da campanha. “Não fomos nós e não conhecemos os responsáveis, sabemos sim que veio no âmbito de uma campanha internacional chamada ‘Clean Gas is a Dirty Lie“”, asseguram, apesar de terem publicado um vídeo no qual se pode ver jovens a afixar os cartazes em vários pontos da cidade. [twitter url=”https://twitter.com/ClimaximoPT/status/1377563291569037313″/] A ação foi levada a cabo em dez países – Dinamarca, Reino Unido, Portugal, França, Catalunha, Espanha, Bélgica, Irlanda, Alemanha, Itália e Holanda – com o objetivo de “desafiar a narrativa da indústria da energia fóssil de que o gás é limpo, justo, financeiramente viável, verde e para reorientar a atenção no enorme lobby da indústria e das campanhas de desinformação de greenwashing [retratar algo como mais ecológico do que aquilo que é] que estão a tomar conta das nossas cidades”. [twitter url=”https://twitter.com/gastivists/status/1377509615697592321″/] A JCDecaux, a empresa de outdoors responsável pelos expositores de cartazes, afirma que “o caso em apreço configura um ato de vandalismo e má fé” e “que jamais teve conhecimento e/ou envolvimento prévios”, destacando que “face às características do ato em causa, a JCDecaux, num cabal alinhamento com a Galp, acionou de imediato os meios jurídico-legais à disposição”. __________________________________________ Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é: Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos. Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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