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| - O deputado liberal Carlos Guimarães Pinto não poupou nas críticas ao Governo, num dia em que se discutiu na Assembleia da República o projeto de Resolução do seu partido para a realização de uma auditoria ao processo de nacionalização da TAP:
“Disseram-nos que esta intervenção na TAP era algo que toda a gente tinha feito na Europa. Esquecem-se de dizer duas coisas importantíssimas que diferenciam aquilo que foi feito na TAP em relação ao que foi feito noutras companhias aéreas: a dimensão da injeção de dinheiro que lá foi colocada. Em termos relativos, em relação àquilo que são as despesas do Estado Português, a injeção de dinheiro na TAP foi oito vezes mais do que aquilo que foi feito na Lufhtansa.”
O deputado está correto?
Sim. Ao Polígrafo, Carlos Guimarães Pinto explicou que os dados tidos em conta são relativos ao ano de 2019, ou seja, pré-pandemia, e que visam calcular o peso percentual dos apoios públicos às companhias aéreas perante a despesa pública dos respetivos países.
Segundo dados do portal “CountryEconomy”, a despesa pública na Alemanha, em 2019, foi de 1.558.090 milhões de euros. O país injetou, em 2020, 6 mil milhões de euros na companhia aérea Lufthansa, altura em que chegou a ter uma participação de 20% na empresa. Contas feitas, o investimento representou cerca de 0,4% da despesa pública total do país.
Em Portugal, a despesa pública em 2019 totalizou os 91.004 milhões de euros, sendo que as injeções na TAP chegaram aos 3.200 milhões de euros. Assim, estamos perante um investimento de 3,5% do total da despesa pública.
Face à Alemanha, a diferença é mesmo de 8,75 vezes, ou seja, quase nove vezes mais significativa.
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Avaliação do Polígrafo:
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