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| - As sondagens apontam para uma vitória clara do PS, mas sem maioria absoluta. Indicam também uma ligeira recuperação do PSD nas últimas semanas e confirmam o BE como terceiro partido mais votado. Segue-se a CDU e depois as margens entre o CDS-PP e o PAN são curtas e no que respeita aos demais partidos é difícil prever se conseguirão, ou não, eleger deputados à Assembleia da República.
Enquanto se analisam as últimas sondagens referentes às eleições legislativas de 2019, agendadas para o próximo domingo, dia 6 de outubro há quem coloque em causa a fiabilidade dos números que estão a ser apresentados e sublinhe que, em 2015, as sondagens terão ficado muito distantes dos resultados oficiais. Terá sido assim?
O Polígrafo consultou o arquivo de sondagens alojado na página da Marktest e verificou que, nos últimos dias antes das eleições legislativas de 4 de outubro de 2015, as sondagens apontavam para uma vitória da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), com 37,2% a 41% dos votos, o que viria a confirmar-se nos resultados oficiais: 38,50% dos votos expressos.
Quanto ao PS, as últimas sondagens em 2015 apontavam para 28,6% a 34% dos votos, na segunda posição, o que também viria a confirmar-se nos resultados oficiais: 32,31% dos votos expressos.
O mesmo não se aplica, porém, aos resultados obtidos pelo BE e pela CDU, na medida em que as últimas sondagens colocavam os comunistas à frente dos bloquistas e acabou por se verificar o inverso: BE com 10,19% e CDU com 8,25% dos votos. Ainda assim dentro das margens de erro dessas sondagens que colocavam os dois partidos quase empatados (ou muito próximos) nas intenções de voto.
Concluindo, as últimas sondagens antes das eleições legislativas de 2015 aproximaram-se consideravelmente dos resultados oficiais, embora não conseguindo prever a ultrapassagem da CDU pelo BE e também – importa salientar – a eleição de um deputado pelo PAN.
Avaliação do Polígrafo:
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