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| - “Só nos faltava mais esta desgraça” comenta-se no post de 17 de abril no Facebook, mostrando uma imagem do histórico militante do Partido Socialista (PS), ex-autarca de Lisboa e ex-ministro da Cultura no primeiro Governo liderado por António Costa.
“O enorme clamor popular que sinto brotar no povo anónimo sobre mim levam-me a ponderar aceitar a sua vontade e desejos mais puros e ponderar uma futura candidatura à Presidência da República“, terá afirmado João Soares, em entrevista à revista brasileira “Veja”.
O facto, porém, é que a suposta entrevista não existe. Consultando o arquivo da revista “Veja” não encontramos qualquer entrevista recente a João Soares, nem qualquer artigo que faça referência ao político português.
Também não encontramos qualquer registo público que aponte sequer na propalada disponibilidade de João Soares para assumir uma futura candidatura à Presidência da República.
A notícia mais recente envolvendo o nome de João Soares data de 8 de abril de 2021, resultando de um seu comentário na TVI21 sobre a decisão instrutória da “Operação Marquês” que seria apresentada no dia seguinte.
“Oito anos é lamentável em termos da justiça portuguesa. Isto é inaceitável. Até do ponto de vista do funcionamento da nossa economia. Oito anos? E prende-se uma pessoa que foi primeiro-ministro nas condições em que se prendeu? Oito anos sem culpa formada? (…) Tenho grande curiosidade quanto ao que vai começar a passar-se a partir da decisão que vai ser anunciada pelo juiz Ivo Rosa, amanhã. Até porque se criou uma expectativa mediática e na opinião pública em torno da questão”, afirmou João Soares.
“Nada estará julgado seja qual for a decisão que o doutor Ivo Rosa tomar, porque a questão central, nesta fase, é saber se uma boa parte das acusações que têm sido avançadas contra José Sócrates ficam pelo caminho ou não são consideradas em condições de serem julgadas. Mas, depois há um conjunto de instâncias que se vão seguir. Da decisão que for tomada amanhã também haverá recurso quase inevitável e imediato das duas partes para o Tribunal da Relação”, anteviu.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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