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| - Na página oficial da CDU na rede social Facebook encontramos uma publicação de 26 de junho sobre a evolução do número de trabalhadores na Administração Pública, através de um gráfico que aponta para cerca de 566 mil no total em 2005, uma diminuição para cerca de 497 mil em 2014 e, enfim, um aumento para mais de 521 mil no primeiro trimestre de 2019.
“Décadas de redução de trabalhadores nos serviços públicos para justificar a privatização e favorecer o negócio dos grupos económicos“, denuncia-se na mensagem da publicação em causa, remetendo depois para uma “interpelação do PCP ao Governo sobre a falta de trabalhadores nos serviços públicos”, na página do Partido Comunista Português (PCP) na Internet.
Estes números estão corretos? É verdade que o número de funcionários públicos aumentou em cerca de 23 mil entre 2014 e 2019? Verificação de factos.
Ora, na base de dados Pordata é possível conferir quantos funcionários públicos trabalham nas administrações central, regional e local e nos fundos da Segurança Social, com base em dados oficiais.
Na tabela da Pordata verifica-se que os números indicados na publicação da CDU coincidem com o número de funcionários públicos na Administração Central, não incluindo as administrações regional e local e os fundos da Segurança Social. Apenas na Administração Central, de facto, o número de funcionários era de cerca de 566 mil em 2005, caiu para cerca de 497 mil em 2014 e aumentou para mais de 516 mil em 2018.
A publicação da CDU aponta para os dados mais recentes (e provisórios) do primeiro trimestre de 2019, em que esse número voltou a aumentar para mais de 521 mil. Ou seja, no total aumentou em cerca de 24 mil entre 2014 e 2019.
Englobando as administrações central, regional e local e os fundos da Segurança Social, o número de funcionários públicos no total era superior a 731 mil em 2005, caiu para cerca de 656 mil em 2014 e aumentou para mais de 683 mil em 2018. Ou seja, aumentou em cerca de 27 mil entre 2014 e 2018.
Em suma, a publicação em análise é verdadeira, mas considerando apenas os trabalhadores da Administração Central.
Avaliação do Polígrafo:
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