About: http://data.cimple.eu/claim-review/9b0ad2feaf8f493e6c271d419ffc1b2491778967c85177a6fc029b4c     Goto   Sponge   NotDistinct   Permalink

An Entity of Type : schema:ClaimReview, within Data Space : data.cimple.eu associated with source document(s)

AttributesValues
rdf:type
http://data.cimple...lizedReviewRating
schema:url
schema:text
  • “Sabia que o marido da ministra da Justiça já teve contratos com o Governo no valor de 587 mil euros?” É desta forma – pergunta retórica – que se intitula a publicação em análise da página “Direita Política”, já com bastantes partilhas nas redes sociais em apenas dois dias. “Paz Ferreira, marido da ministra da Justiça, diz que enquanto a mulher estiver no Executivo não aceita trabalhos deste Ministério, mas de outros sim. Já teve contratos com Governo de 587 mil euros”, começa por indicar o texto. “Recentemente, o jurista foi escolhido para representar o Executivo na contestação ao Tribunal de Contas no caso em que este órgão impediu o Governo de fazer vários investimentos na rede de comunicações de emergência SIRESP. Neste trabalho que custou ao Governo 30 mil euros, o recurso foi recusado e a posição do Tribunal de Contas manteve-se”, prossegue. “De facto não pode ser prejudicado por ser marido de uma ministra, bastante incompetente, por sinal. Mas ele só seria prejudicado se tivesse um determinado cargo e fosse obrigado a deixá-lo apenas porque é casado com uma ministra“, argumenta depois o autor do texto, Alexandre Policarpo. Colocando de parte a componente subjetiva da publicação, segue-se uma verificação de factos, a pedido de vários leitores do Polígrafo. É mesmo verdade que “o marido da ministra da Justiça já teve contratos com o Governo no valor de 587 mil euros?” A publicação da página “Direita Política” baseia-se num artigo do jornal “Expresso” (edição de 19 de abril de 2019), parcialmente copiado. “Eduardo Paz Ferreira, advogado e marido da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, garante que ‘nunca’ lhe ocorreu deixar de fazer contratos com o atual Governo pelo facto de a sua mulher se sentar no Conselho de Ministros. ‘De forma alguma!’, disse ao ‘Expresso’, questionado sobre a possibilidade de impor a si próprio uma regra de não trabalhar para o Executivo que a sua mulher integra. ‘Tendo a minha mulher como ministra da Justiça, nunca aceitaria nenhum convite do Ministério da Justiça ou de qualquer organismo que fosse dependente do Ministério da Justiça. Em relação a todos os outros Ministérios, são apenas potenciais clientes. Se acharem que eu sou a pessoa certa, nunca me ocorreria recusar pela circunstância de a minha mulher ser ministra‘”, informa o artigo. “Foi o que se passou no contrato firmado entre Paz Ferreira e o Ministério da Administração Interna, que escolheu este advogado para contestar a posição do Tribunal de Contas (TdC), que recusou dar visto prévio a um conjunto de investimentos na rede de comunicações de emergência SIRESP. O contrato entre o Ministério de Eduardo Cabrita e o marido de Francisca Van Dunem foi assinado em outubro, mal o TdC anunciou o chumbo à intenção do Governo de investir cerca de €16 milhões no SIRESP. Pelo valor de €30 mil, o MAI entregou a Paz Ferreira a tarefa de liderar a contestação a essa decisão. O recurso apresentado foi, entretanto, recusado este mês, o TdC voltou a negar o visto prévio”, acrescenta. Neste parágrafo, sobretudo, é notório o plágio que a página “Direita Política” fez a partir do artigo do jornal “Expresso”. No final do artigo são apresentados os números relativos a todos os contratos firmados por Paz Ferreira com entidades públicas, ao longo da presente legislatura. Passamos a transcrever: “Nesta legislatura, Eduardo Paz Ferreira celebrou com organismos do Estado central contratos num valor total de €587 mil – a Infraestruturas de Portugal foi o seu principal cliente (€422 mil), seguindo-se a ARS de Lisboa. Este valor fica pouco acima dos €528 mil euros de contratos com organismos na esfera do Governo da República na legislatura anterior (nesses anos destacaram-se a ARS de Lisboa e a Autoridade Nacional de Comunicações). Ou seja, os números não mostram que Paz Ferreira esteja a ser beneficiado pelo Governo PS”. Ora, estes números estão corretos e podem ser confirmados no portal Base, uma base de dados online de registo de contratos públicos. A publicação em análise copia partes de um artigo do jornal “Expresso” que apresenta dados verdadeiros, mas omite alguns elementos importantes do artigo copiado (nomeadamente o facto de, na legislatura anterior, a firma de advocacia de Paz Ferreira ter obtido quase o mesmo valor em contratos de entidades públicas, o que contraria a percepção de eventual favorecimento pelo atual Governo, no qual a esposa desempenha o cargo de ministra da Justiça). Por outro lado, também extrapola (ou simplifica) os factos no título e no meme com a imagem de Van Dunem, referindo-se a “contratos com o Governo” e “trabalhos para este Governo”. A verdade é que a maior parte dos contratos em causa (aliás, quase todos, exceto os dois referidos no artigo do “Expresso”) não foram celebrados diretamente com o Governo, ou por decisão direta de governantes, apesar de se tratarem (em vários casos) de entidades públicas sob a tutela de governantes. Avaliação do Polígrafo:
schema:mentions
schema:reviewRating
schema:author
schema:datePublished
schema:inLanguage
  • Portuguese
schema:itemReviewed
Faceted Search & Find service v1.16.115 as of Oct 09 2023


Alternative Linked Data Documents: ODE     Content Formats:   [cxml] [csv]     RDF   [text] [turtle] [ld+json] [rdf+json] [rdf+xml]     ODATA   [atom+xml] [odata+json]     Microdata   [microdata+json] [html]    About   
This material is Open Knowledge   W3C Semantic Web Technology [RDF Data] Valid XHTML + RDFa
OpenLink Virtuoso version 07.20.3238 as of Jul 16 2024, on Linux (x86_64-pc-linux-musl), Single-Server Edition (126 GB total memory, 3 GB memory in use)
Data on this page belongs to its respective rights holders.
Virtuoso Faceted Browser Copyright © 2009-2025 OpenLink Software