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  • Está a ser partilhada uma publicação que alega que quem levar a bandeira LGBT para o campeonato do mundo de futebol que decorre no Qatar este ano pode ficar sujeito a uma pena de prisão entre os sete e os 11 anos. Esta informação está a circular com recurso a uma citação do Presidente do Comité Organizador do Mundial do Qatar, Nasser Al-Khater. Não há qualquer evidência em jornais de referência que indique que esta citação é real e os porta-vozes do governo qatari já a desmentiram. Os meios de comunicação Maldita e Newtral falaram com representantes da organização do evento que negam que a citação, que está a ser atribuída ao presidente da Comissão Organizadora do Campeonato Mundial de Futebol, Nasser Al-Khater, seja verdadeira. Tanto o governo do Qatar como a FIFA já se pronunciaram sobre a exibição de bandeiras LGBTQ+ durante o campeonato do mundo de futebol. Em declarações à Associated Press, no ano passado, um dos responsáveis por supervisionar a organização da competição deixou um aviso. O major-general Abdullah Al Ansari avançava que os símbolos LGBT podiam ser confiscados por motivos de segurança. Mas em 2020 um representante da FIFA tinha assegurado que bandeiras ou t-shirts arco-íris seriam bem-vindas nos estádios. Qatar to allow rainbow flags at 2022 World Cup. FIFA's Joyce Cook: “We will see a progressive change." Qatar's Nasser Al-Khater: "Everybody will be treated with respect."#LGBT rights campaigner Chris Paouros: "Feels like window dressing.” by @RobHarris https://t.co/VDNmeF8EMn pic.twitter.com/UrL1flqbS5 — AP Sports (@AP_Sports) December 9, 2020 Casamento entre pessoas do mesmo sexo punido com prisão até três anos A homossexualidade é ilegal no Qatar. A Human Rights Watch afirma que as leis daquele Estado do golfo pérsico discriminam pessoas homossexuais, bissexuais e transgénero. É ilegal o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A prisão prevista para este crime pode ir até aos três anos. No site da organização que se dedica à defesa dos direitos humanos, o diretor das iniciativas globais da Human Rights Watch, Minky Worden, escrevia em agosto de 2018 que “o Campeonato do Mundo de Futebol está a expor a homofobia do governo qatari e a sua falta de capacidade de confrontar o clima de auto-censura vivido no país”. E pedia que “as autoridades qataris reformem as leis que criam um ambiente ameaçador para os meios de comunicação e ameaçam pessoas LGBTQ+ com sanções criminais”. Os estatutos da FIFA reconhecem os direitos humanos como centrais ao trabalho da federação e proíbem discriminação de qualquer tipo. Mas a realização do mundial no Qatar está a levantar preocupação entre membros da comunidade LGBTQ+. O primeiro jogador da principal liga de futebol australiana a assumir a sua sexualidade, Josh Caballo, dizia ao jornal The Guardian no passado mês de novembro que ficaria assustado se tivesse de jogar no Mundial do Qatar. Além disso, pelo menos três hóteis, entre a lista oficial da FIFA de locais onde os adeptos podem instalar-se durante a competição, vão recusar aceitar casais do mesmo sexo. É o que avança a Reuters, que cita um estudo feito por vários meios de comunicação escandinavos. Conclusão Não há evidências que a citação que está a ser partilhada nas redes sociais seja verdadeira. As autoridades qatari e a FIFA negam a autenticidade das declarações. Ainda assim, a Human Rights Watch alerta para a discriminação contra pessoas da comunidade LGBTQ+ que acontece no Qatar. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal – um crime com uma pena de prisão que pode chegar aos três anos. Quanto ao Mundial de Futebol, as bandeiras ou outros símbolos LGBTQ+ podem vir a ser confiscados por “motivos de segurança”. Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é: ERRADO No sistema de classificação do Facebook este conteúdo é: FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos. NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.
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