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  • É uma das mais recentes teorias de conspiração disseminadas nas redes sociais. Com base num breve clip de vídeo, de apenas 30 segundos, milhares de pessoas estão a partilhar a alegação de que a recente tempestade de poeira oriunda do Norte de África – que afetou Portugal, Espanha e outros países da Europa – terá sido afinal “fabricada“, propositadamente. Ou seja, não resultou de um fenómeno natural. “Então será mesmo uma tempestade natural ou fabricada? Qual o objetivo, as consequências para todos aqueles que respiram e quem mandou fabricar! Fica a questão. E não se esqueçam [que] é tudo para o nosso bem! Vídeo de há cinco dias atrás em Marrocos“, denuncia-se num dos posts que exibem o clip de vídeo, com milhares de visualizações e partilhas acumuladas. Estas alegações têm algum fundamento? No dia 15 de março, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou para a ocorrência de um “episódio de poeiras em suspensão” que estava a afetar o território continental de Portugal. “Está a ocorrer o transporte de poeiras sobre o território continental devido a um fluxo de Sul induzido pela ‘Depressão Célia’. As poeiras em suspensão, oriundas do Norte de África, atingiram a Península Ibérica prevendo-se que persistam até ao fim do dia 17 de março, quinta-feira”, informou o IPMA na altura. Os efeitos mais visíveis deste fenómeno, segundo o IPMA, “são a alteração da cor do céu, visto que as poeiras estão normalmente acima da superfície, embora dependendo da sua concentração possam atingir níveis mais baixos com implicações na qualidade do ar e possíveis impactos na saúde“. Já no dia 17 de março, o IPMA atualizou a informação, sublinhando que “o episódio de poeiras que está a afetar Portugal Continental desde o passado dia 15 de março teve origem em tempestades de areia no Norte de África. Estas tempestades resultaram do vento forte à superfície associado à ‘Depressão Célia’, a qual influenciou o estado do tempo na Madeira nos dias 14 e 15 de março e se encontra neste momento sobre o Mediterrâneo em fase de dissipação“. É a explicação científica para o fenómeno natural ocorrido nos últimos dias. Mas qual é a origem do vídeo que está a ser apresentando como se tivesse sido gravado “há cinco dias” em Marrocos? A partir de uma análise das imagens do vídeo, mediante ferramentas de pesquisa como a “TinEye” e “InVID“, verificamos que foram recolhidas de um vídeo originalmente publicado no YouTube em 2018 (pode ver aqui). “Para eternizar o sucesso da colheita de Brachiaria Safra 2017/2018, a Sementes São Bernardo de Alto Garças – MT solicitou a criação de um vídeo que registasse todas as etapas desse minucioso processo de colheita das sementes“, lê-se na descrição do vídeo original de 2018, que mostra um conjunto de máquinas agrícolas a operar em território do Brasil. Em declarações ao Polígrafo, Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), após visualizar as imagens do vídeo, explica que se trata de “máquinas que colhem e debulham e que, consequentemente, projetam o que resulta do processo da debulha de um produto agrícola, como o feijão ou grão”. Conclui-se assim que o vídeo partilhado nas redes sociais não prova, de todo, que a tempestade de poeira oriunda do Norte de África tenha sido “fabricada”. Na realidade, o vídeo não é recente (data de 2018) e não foi gravado em Marrocos, mas sim no Brasil. Retrata um processo de debulha e colheita de produtos agrícolas. Não se deixe enganar. ___________________________________ Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é: Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos. Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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