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| - A publicação em causa refere que oito mansões de altas patentes militares ucranianas tinham ardido durante os incêndios de grande escala em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em causa estariam moradias no valor de 90 milhões de dólares e, sugere-se em várias partilhas do género, as mesmas teriam sido compradas com dinheiro que países parceiros da Ucrânia deram para o combate contra a Rússia.
A informação original surge numa página russa de Telegrama, traduzida para inglês como “Military Observer”, e onde se lê todas as alegações em causa: as casas consumidas pelo fogo e a alegada origem do dinheiro no Ocidente como “parte da ajuda económica a Kiev após o início da guerra”.
Ora, sem referir qualquer fonte específica, a “Military Observer” diz apenas que a informação é proveniente de “fontes ucranianas” e não identifica sequer se são fontes militares ou até governamentais.
Além de a alegada notícia apenas ter sido divulgada em plataformas conhecidas por partilharem desinformação, há ainda um vídeo associado às publicações onde se lê “United 24” — a página oficial do governo da Ucrânia. Porém, não há nada sobre o caso nesse site ou plataformas oficiais, o que contraria a ideia de que foram fontes oficiais ucranianas a partilhar.
Por fim, entre as hashtags desse vídeo pode ler-se a palavra “сатира”, em russo, que significa “sátira” em português, o que leva a concluir que até os autores deram conta de que se tratava de uma informação que não era verídica.
Conclusão
Não há nada que comprove que a informação em causa é verdadeira. Além das partilhas em várias páginas de desinformação, até o autor de uma das publicações original admite que se trata de uma “sátira”. Mais do que isso, a tentativa de colar a informação ao site oficial do governo ucraniano é falsa, já que não há qualquer referência a este tema nas plataformas oficiais.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.
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