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  • “A ONU declara-se inimiga da Igreja Cristã.” É esta a frase que pode ler-se numa imagem que circula nas redes sociais, com um texto a cor vermelha. “A ONU afirma que a igreja cristã é inimiga dos direitos humanos”, continua a mesma publicação, que acrescenta que a instituição liderada por António Guterres vai “impor leis humanitárias para que o mundo não esteja sujeito à doutrina cristã”. A informação que circula não é verdadeira. Aliás, o link que surge na mesma captura de ecrã acaba desde logo por contrariar o que nela é dito. Trata-se de um artigo, de facto, publicado pelas Nações Unidas, cujo título é: “O uso de crenças religiosas para justificar violações de direitos deve ser proibido”. O artigo em causa aborda um relatório publicado a 2 de março de 2020 pelo relator especial da ONU sobre liberdade de religião ou crença e foi apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Ahmed Shaheed defende que as leis baseadas na convicção religiosa, e que discriminam mulheres e a comunidade LGBT+, devem ser revogadas. Contudo, olhando para aquilo que é dito na publicação em análise, não é possível corroborar essa informação. No próprio texto do relatório (que pode ser consultado aqui), não é possível encontrar qualquer ideia que defenda que o cristianismo ou a igreja cristã são “inimigos” da ONU. Aliás, em nenhum momento a igreja cristã é mencionada. Quanto à palavra “cristianismo”, o autor faz apenas uma referência sobre a orientação sexual. “Autoridades de vários países do Médio Oriente e do Norte de África, Sul e Sudeste da Ásia e África subsariana, por exemplo, têm ‘justificado’ a manutenção da proibição legal da homossexualidade no seu país, alegando que esta existe de acordo com os princípios do Islamismo ou do Cristianismo” (página 5 do relatório). Na argumentação do relator especial, em nenhum momento é dito que a ONU é contra algum grupo religioso, mas, sim, que interpretações de crenças religiosas estão muitas vezes na origem de violência e discriminação de género ou contra a comunidade LGBT+. Conclusão Circula uma imagem, através de uma captura de ecrã, que sugere que a ONU declarou como sua “inimiga” o cristianismo e a igreja cristã. Contudo, essa informação é falsa. O artigo que é citado na publicação que tem sido partilhada nas redes sociais não faz qualquer referência nesse sentido, nem há qualquer notícia que dê conta de declarações de algum dirigente da ONU ou sequer dessa intenção. As Nações Unidas não declararam o cristianismo, ou qualquer outra religião, como seu “inimigo”. O que sugere o relatório, publicado pela ONU, é que, em alguns países, a violência e a discriminação de género, e outras, resultam de leis e políticas baseadas em crenças religiosas, defendendo que essa visão deve ser abolida. Assim, segundo a classificação do Observador, este conteúdo é: ERRADO No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é: FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos. NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de factchecking com o Facebook.
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