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  • Em causa estão duas supostas citações de Jean Wyllys – “A pedofilia é uma prática normal em diversas espécies de animal, anormal é o seu preconceito” – e Mariana Mortágua – “Exigimos mais educação sexual nas escolas primárias, assim como liberdade a partir dos 12 anos, com ou sem autorização dos pais, de as crianças mudarem de sexo”. No que respeita a Wyllys, é uma citação falsa ou apócrifa, tal como o Polígrafo já sinalizou em artigo de fevereiro de 2019, quando o antigo deputado federal brasileiro participou numa conferência na Universidade de Coimbra. Desde há vários anos que circulam fake news nas redes sociais ligando Wyllys a citações falsas em defesa da pedofilia. Têm origem no Brasil mas também são difundidas em Portugal, sobretudo para atacar (por associação) os movimentos LGBT e o Bloco de Esquerda. Isto porque Wyllys é um ativista contra a discriminação das pessoas LGBT e já participou em iniciativas do Bloco de Esquerda. Aliás, essas fake news visando Wyllys já resultaram na condenação de um outro deputado brasileiro por difamação. Quanto à citação de Mortágua, também não encontramos qualquer registo público da mesma. No entanto, em 2016, o Bloco de Esquerda apresentou um projeto de lei que pretendia diminuir a idade mínima para uma mudança de sexo. O partido queria tornar possível a partir dos 16 anos, em vez dos 18, como está em vigor. A proposta tinha ainda o objetivo de facilitar o processo eliminando “requisitos abusivos e atentatórios da dignidade humana”, como é o caso da obrigação de ter um relatório de diagnóstico de saúde mental. Mesmo essa proposta do Bloco de Esquerda apontava para os 16 anos, não para os 12 anos de idade. E não previa que fosse “com ou sem autorização dos pais”, na medida em que o requerimento legal teria de ser feito pelos pais. Pelo que, também na parte que incide sobre Mortágua, classificamos esta publicação como falsa e enganadora. __________________________________________ Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social. Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é: Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos. Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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