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  • No dia 3 de abril ocorreu um dos incidentes mais marcantes da guerra entre os EUA e o Irão, quando as defesas iranianas conseguiram abater um caça F-15 norte-americano a sobrevoar o seu território, motivando Teerão a lançar um apelo aos residentes locais oferecendo uma recompensa a quem capturasse e entregasse os dois pilotos vivos às forças de segurança. Tendo descartado a presença de forças no terreno para este conflito, os EUA tiveram de se lançar imediatamente numa operação de busca e salvamento antes que o Irão pudesse chegar aos sobreviventes. Logo no dia em que a aeronave caiu, foi noticiado que o piloto principal já tinha sido resgatado, mas o segundo — o responsável pelos sistemas de armas do caça — continuava desaparecido, visto que a sua queda tomou uma trajetória diferente após ejetar-se do F-15. Dois dias depois, Donald Trump anunciou publicamente que o segundo tripulante tinha sido resgatado numa das “mais ousadas operações de busca e resgate na História dos EUA“, obrigando à coordenação entre Agência Central de Inteligência (CIA) — que encetou uma campanha de desinformação para enganar as forças iranianas — e uma equipa especial de fuzileiros que terá conseguido localizá-lo e retirá-lo depois de aterrar numa pista de aviação iraniana desativada, localizada a cerca de oito quilómetros de distância do local onde estava o piloto. Escondido nas montanhas e ferido, piloto dos EUA foi resgatado com a ajuda da CIA numa das missões “mais complexas” das operações especiais Não obstante os anúncios oficiais por parte dos EUA, começou a circular nas redes sociais um vídeo datado de 6 de abril onde é possível ver um paraquedista a aterrar numa zona plana, com um grupo a aguardá-lo no solo e a fazer-se acompanhar de camiões e carros de combate. As imagens foram partilhadas com a legenda “Irã captura soldado estadunidense. Esse cara se lascou gostosinho”, acompanhadas com a música Yakety Sax, normalmente utilizada para fins humorísticos. Olhando mais atentamente para o vídeo, é possível ver que tem uma marca de água onde se lê “Zona de Conflicto Cln”. Trata-se de uma conta de origem mexicana com mais de 19 mil seguidores que diz acompanhar notícias de geopolítica “em tempo real” e que não só tem um pendor fortemente anti-americano, como recorre frequentemente a imagens geradas por inteligência artificial. No vídeo original publicado por esta conta a 4 de abril, não consta nenhuma legenda colocada sobre as imagens, mas o texto a acompanhar a publicação refere que “O piloto da Força Aérea dos Estados Unidos terá sido capturado no Irão após o abate do seu caça F-15 durante uma missão de ataque contra alvos militares”, sendo que, após aterrar “diretamente em território inimigo”, as “forças iranianas localizaram-no rapidamente e procederam à sua captura, no meio de uma intensa mobilização na zona”. Todas estas informações são falsas, visto que o vídeo na verdade é de um exercício militar feito pelas Forças Especiais Líbias em Benghazi, na Líbia, tendo sido publicado um mês antes do abate do F-15 norte-americano no Irão. O vídeo em causa foi originalmente publicado a 2 de março no Facebook pelo Fawasel Media, um meio de comunicação líbio. Na legenda lê-se: “Um membro das Forças Thunderbolt em Benghazi realiza um salto de paraquedas apesar de ter uma perna partida e os seus colegas recebem-no ao aterrar”. As Forças Especiais Líbias têm como nome Al-Saiqa, que significa “trovão” em português e “thunderbolt” em inglês. Uma outra página de Facebook, cujo nome significa “Notícias das cidades líbias” em português, partilhou outro vídeo do mesmo momento, gravado de outro ângulo e mais de perto. Nesta instância, é possível ver, inclusive, o paraquedista a ser felicitado ao aterrar. “Um soldado das Forças Especiais saltou de paraquedas mesmo com a perna partida, desafiando todas as probabilidades”, escreveu a página. A Agence France-Presse conseguiu, inclusive, encontrar um terceiro vídeo que terá sido publicado por Issa Ali Issa al-Tira, o próprio soldado que efetuou o salto, na sua conta de Facebook a 1 de março. Este fez-se acompanhar da legenda “Louvado seja Deus, Senhor dos mundos. Concluí com sucesso o curso de paraquedismo. Que Deus abençoe os instrutores e os oficiais da ala das forças especiais e de paraquedistas, e abençoe também os colegas da turma 80. Juro por Deus que não falharam comigo”. Segundo o que o soldado disse à AFP, ele partiu a perna durante o treino de paraquedismo, tendo-o concluído graça aos seus camaradas que o ajudaram a aterrar. Nas imagens por si partilhadas é possível ver como tem uma das pernas engessada. Este é apenas um de vários vídeos ou imagens erróneos que começaram a circular na sequência do abate do F-15 norte-americano no Irão, tendo o Observador já apurado outros casos onde foram geradas imagens com recurso a AI ou publicadas sem o devido contexto. Conclusão O vídeo que está a ser partilhado nas redes sociais onde se vê um paraquedista a ser apanhado ao atingir o solo não está relacionado com uma eventual captura pelo Irão de um dos tripulantes norte-americanos do caça F-15 abatido sobre o território, tendo os EUA comunicado publicamente que ambos os pilotos foram resgatados. O vídeo é verdadeiro, sim, mas mostra um militar líbio a realizar um exercício de treino no âmbito das Forças Especiais Líbias em Benghazi, sendo recebido por colegas no solo por estar com uma perna partida. Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é: ENGANADOR No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é: PARCIALMENTE FALSO: as alegações dos conteúdos são uma mistura de factos precisos e imprecisos ou a principal alegação é enganadora ou está incompleta. NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.
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