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| - “Este vídeo mostra como funciona a lavagem cerebral que iludiu milhões depessoas. Lula diz claramente que o PT criará um Governo fascista ou nazista, menos democrata e que irá destruir tudo o que o Estado fez. Assim, o Estado nacional deixará de existir. E ainda diz que o que menos interessa é o país”, destaca-se na legenda do vídeo, em publicação de 2018 que voltou a circular nas redes sociais nas últimas semanas, desde o Brasil até Portugal.
No vídeo ouve-se o antigo presidente do Brasil a proferir a seguinte afirmação: “Eu penso que as pessoas devem-se filiar ao PT, primeiro porque o PT precisa convencer as pessoas a negação da política. Fascismo, nazismo, qualquer outra coisa, menos democracia”.
Confirma-se a autenticidade do vídeo e das palavras que parecem ser ditas por Lula da Silva?
O discurso em causa foi transmitido em direto na página de Lula da Silva no Facebook, a 22 de setembro de 2017, no âmbito de uma campanha de angariação de militantes para o PT, em São Paulo, Brasil.
Comparando o vídeo original e o vídeo que está ser difundido nas redes sociais verifica-se que o segundo é uma manipulação do primeiro, cortando e colando frases isoladas que depois são alinhadas com um sentido diferente e forjado.
No vídeo original (com 44’24 minutos), Lula da Silva afirma: “Eu penso que as pessoas devem se filiar ao PT. Primeiro porque o PT precisa convencer as pessoas de que não existe saída, para o Brasil e para qualquer país do mundo, fora da política. Ou seja, o PT tem que ser o partido que enfrenta essa discussão contra a negação da política. Fora da política, nós teremos fascismo, nazismo, qualquer outra coisa, menos democracia“.
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O vídeo adulterado tem apenas 3’32 minutos e trunca o discurso de Lula da Silva, juntando frases ditas separadamente com o objetivo de criar um significado oposto ao das palavras originais. Também são perceptíveis vários cortes nas imagens, com mudanças súbitas do posicionamento de Lula da Silva.
Esta adulteração foi já denunciada pelo Instituto Lula (pode ler aqui).
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Adulterado: conteúdos de imagem, áudio ou vídeo que tenham sido editados ou sintetizados para além dos ajustes de clareza ou qualidade de formas que podem induzir as pessoas em erro; esta definição inclui emendas, mas não excertos dos conteúdos multimédia ou a apresentação de conteúdos multimédia fora do contexto; ao abrigo dos nossos Padrões da Comunidade, também removemos determinados vídeos manipulados produzidos por inteligência artificial ou aprendizagem automática e que provavelmente induziriam uma pessoa comum a acreditar que o interveniente do vídeo proferiu palavras que realmente não disse.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:
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