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| - Os números indicados estão patentes no “Relatório da Emigração 2021” (pode consultar aqui), uma iniciativa da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Baseia-se nos dados recolhidos pelo Observatório da Emigração, um centro de investigação do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, junto das instituições responsáveis pelas estatísticas da imigração.
“Estima-se que terão emigrado cerca de 60 mil portugueses em 2021. Mais 15 mil do que em 2020 mas ainda menos 20 mil do que em 2019″, informa-se no relatório.
“Entre 2019 e 2020 a emigração teve uma quebra da ordem dos 44% em consequência dos efeitos conjugados da crise pandémica e do Brexit. As políticas de confinamento colocaram obstáculos à mobilidade e produziram uma crise económica global de grandes proporções que explicam a travagem abrupta das migrações internacionais. Porém, uma travagem tão radical como a observada foi de curta duração. Em 2021 as migrações iniciaram uma recuperaçao assinalável, tendo crescido, em Portugal, cerca de 33% em relação a 2020. Não regressaram ainda aos níveis pré-pandemia mas encontram-se, de novo, numa trajetória de crescimento. É ainda cedo para se saber se esse crescimento será sustentável ou se a emigração estabilizará num patamar inferior ao que se desenhava antes da pandemia”, detalha-se.
“Em princípio a última hipótese é mais verosímil dados os efeitos prolongados do Brexit. Ao contrário do que aconteceu com a pandemia, os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia prolongam-se no tempo, tornando mais difícil as entradas naquele que era o principal destino da emigração portuguesa – pelo menos das entradas de migrantes menos qualificados. Esta é a primeira razão por que a recuperação da emigração em 2021 ficou aquém dos números de 2019“, sublinha-se. “Deverão ter contribuído ainda para este facto a recuperação económica em Portugal e o prolongamento para os primeiros meses de 2021 de alguns dos efeitos da pandemia”.
Importa contudo ressalvar que, de acordo com os últimos dados (do Instituto Nacional de Estatística e da Pordata), o saldo migratório é positivo desde 2017, após um período de seis anos consecutivos (2011-2016, indo além do período de intervenção da troika) com resultados negativos.
O saldo migratório consiste na diferença entre os números de emigrantes e imigrantes por cada ano. Em 2021 e 2020 (os dois últimos anos com dados preliminares já apurados) registaram-se saldos migratórios positivos de +25,6 mil e +114,6 mil pessoas, respetivamente.
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Avaliação do Polígrafo:
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