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| - Um vídeo que mostra uma série de explosões em prédios e áreas residenciais não é um registro real de um ataque do Irã contra Israel, diferentemente do que alegam publicações nas redes sociais. As imagens são uma simulação digital do confronto.
As peças de desinformação somavam 20 mil curtidas no Instagram e 80 mil visualizações no X até a tarde desta quinta-feira (12).
A retaliação do IRÃ após de Israel ter atacado os depósitos de petróleo do país O céu se transformou em noite. O Irã lançou uma chuva de mísseis contra Tel Aviv, Israel. VEJAM
Posts nas redes enganam ao compartilhar uma simulação de ataques aéreos feita por computador como se fosse uma retaliação do Irã após Israel ter atacado depósitos de petróleo em Teerã, capital do país persa, no sábado (7).
Por meio de busca reversa, Aos Fatos verificou que o registro original foi publicado em 1° de março – antes, portanto, do ataque aos depósitos de petróleo – pelo perfil “Armed Forces Archives”, especializado em vídeos de confrontos militares gerados por computação gráfica (CGI, na sigla em inglês).
Na publicação original, o autor deixa claro que o registro se trata de uma simulação que mostra um possível cenário de guerra.
Também é possível ver no próprio vídeo uma marca d’água com o nome do perfil e o termo em inglês “render footage”, o que significa que o vídeo passou por um processamento digital de imagens e sons.
É fato, no entanto, que Israel tem sido alvo de ataques iranianos. A ofensiva começou no sábado passado (28), quando autoridades do país persa lançaram mísseis contra Tel Aviv em represália ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei.
Desde então, o conflito já resultou na morte de mais de 1.700 pessoas, sendo pelo menos 1.205 civis apenas no Irã, segundo a HRANA (Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos), com sede nos EUA.
O caminho da apuração
Aos Fatos realizou busca reversa do vídeo compartilhado nas redes e identificou que a gravação original foi publicada em 1º de março por um perfil especializado na produção de vídeos militares simulados com computação gráfica.
A reportagem analisou a publicação original e verificou que o autor descreve o material como render footage, indicando que se trata de uma simulação digital. A presença de marca d’água e a descrição do próprio criador permitiram confirmar que o vídeo não retrata um ataque real.
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