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| - “João Rendeiro, o banqueiro do Bloco Central dos prefácios”, começa por ironizar Paulo Morais, antigo candidato à Presidência da República e atual presidente da associação Frente Cívica, em publicação no Facebook datada de 11 de dezembro.
Apresenta em seguida duas citações: “No prefácio de um dos livros de Rendeiro, o socialista João Cravinho elogia-o encomiasticamente: ‘Chegar mais alto pelo seu próprio mérito, com toda a limpeza, é também apontar caminhos aos outros’. Noutro dos seus livros, no prefácio, David Justino (PSD) enaltece-o: ‘João Rendeiro conhece bem os meandros da política e dos negócios'”.
Verdade ou falsidade?
No que respeita a João Cravinho, ex-ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território (no primeiro Governo liderado por António Guterres, entre 1995 e 1999) e ex-deputado do PS, trata-se do prefácio de um livro intitulado como “Testemunho de um Banqueiro” (Deplano Network, 2008), da autoria de João Rendeiro em colaboração com Myriam Gaspar.
“Chegar mais alto pelo seu próprio mérito, com toda a limpeza, é também apontar caminhos aos outros, um pouco como quem abre portas a futuras marés que levantam os barcos à medida que a linha de água sobe”, escreveu Cravinho nesse texto, confirmando-se assim a veracidade da citação destacada no post sob análise.
Em fevereiro de 2009, aliás, quando a derrocada do Banco Privado Português (BPP) já se tornara evidente, Cravinho foi questionado pelo jornal “Diário de Notícias” sobre esse prefácio, dizendo então que não se tinha arrependido de o ter escrito.
“O prefácio representa o que penso de João Rendeiro, até prova em contrário. Continuo a pensar que é um homem de bem“, justificou o antigo governante.
Quanto a David Justino, ex-ministro da Educação e atual dirigente do PSD, trata-se do prefácio de um livro intitulado como “Arma Crítica” (Chiado Editora, 2014), colocado à venda através de uma editora de auto-publicação.
“João Rendeiro conhece bem os meandros da política e dos negócios em Portugal e não se coíbe de tomar posição, quantas vezes em contra-corrente ao mainstream construído diariamente entre política, negócios e media. É esta atitude que o distingue do discurso politicamente correto que domina o dia-a-dia desta minúscula praça financeira sediada em Lisboa. Quando estes meios são de reduzida escala tudo se torna mais previsível, salvo as tempestades financeiras que a globalização faz chegar ao mais recôndito lugar do mundo, principalmente quando a sua exposição é inversamente proporcional ao seu tamanho e relevância”, escreveu Justino nesse texto, confirmando-se assim também a veracidade dessa citação.
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Avaliação do Polígrafo:
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